Terça-feira, 23 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 15 de março de 2021
A atividade econômica brasileira registrou alta em janeiro deste ano, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (15) pelo BC (Banco Central). É o nono mês consecutivo de crescimento, após as quedas em março e abril do ano passado, em razão das medidas de isolamento social necessárias para o enfrentamento da pandemia da Covid-19.
O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), dessazonalizado (ajustado para o período), apresentou expansão de 1,04% em janeiro em relação a dezembro de 2020. Já na comparação com janeiro de 2020, houve contração de 0,46% (sem ajuste para o período, já que a comparação é entre meses iguais). No acumulado em 12 meses, o indicador também ficou negativo, em 4,04%.
Com o crescimento registrado em janeiro deste ano, o IBC-Br atingiu 140,30 pontos, o maior desde fevereiro de 2020, quando ficou em 140,02 pontos, ou seja, antes do início da pandemia da covid-19.
Taxa básica de juros
O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 2% ao ano. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia, a indústria, o comércio e os serviços e agropecuária, além do volume de impostos.
O indicador foi criado pelo Banco Central para tentar antecipar, por aproximação, a evolução da atividade econômica. Entretanto, o indicador oficial é o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em 2020, o PIB do Brasil caiu 4,1%, totalizando R$ 7,4 trilhões. Foi a maior queda anual da série do IBGE, iniciada em 1996 e que interrompeu o crescimento de três anos seguidos, de 2017 a 2019, quando o PIB acumulou alta de 4,6%.
Inflação oficial
A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – a inflação oficial do País) deste ano subiu de 3,98% para 4,60%. A estimativa está no boletim Focus desta segunda-feira (15), pesquisa divulgada semanalmente pelo BC (Banco Central) com a projeção para os principais indicadores econômicos.
Para 2022, a estimativa de inflação é de 3,50%. Tanto para 2023 como para 2024 as previsões são de 3,25%.
O cálculo para 2021 está acima do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 2,25% e o superior de 5,25%. As informações são da Agência Brasil.
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