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Celebridades Renée Zellweger promete volta triunfal aos cinemas no papel de Judy Garland

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Atriz fala sobre as semelhanças de sua vida com os últimos anos de Garland. (Foto: Divulgação)

“Vamos começar esta entrevista, em algum momento”, insisti, me dirigindo a Renée Zellweger. “Não, não”, ela respondeu. Estávamos na metade de agosto e eu havia ido ao Beverly Wilshire Hotel para conversar com Zellweger sobre “Judy”, filme no qual ela interpreta Judy Garland no último ano de sua vida, quando a atriz e cantora estava em seu momento de maior depressão.

É um papel transformador, interpretado com brio suficiente para que a atriz seja difícil de  ser vencida no Oscar de melhor atriz deste ano, uma grande façanha se considerarmos que ela ficou seis anos longe das telas.

Se “Judy” tiver o desempenho previsto na temporada de prêmios, ela terá de falar muito a seu próprio respeito -o que ela não vê como problema, mas não seria mais divertido conversar sobre qualquer outra coisa?

Quando Zellweger se conformou com a ideia de ser entrevistada, ela começou a curtir o processo. Foi mais ou menos assim que “Judy” aconteceu. O diretor Rupert Goold conduziu Zellweger cuidadosamente ao longo do projeto, ciente de que lhe oferecer o papel diretamente poderia intimidá-la. “Alguém me perguntou quando exatamente eu soube que faria o papel”, disse Zellweger. “E não acho que passei por esse momento!”

Ela recebeu o roteiro em 2017. “No começo, não entendi por que pensaram em mim para aquele papel”, disse Zellweger. O filme requereria muito canto, ao vivo, porque acompanha Garland, que estava quase falida, em uma temporada de cinco semanas em uma casa noturna londrina e, a despeito de ter sido indicada ao Oscar pelo musical “Chicago”, Zellweger não se considera uma grande vocalista.

Mas Goold acreditava que a vulnerabilidade que a atriz mostrou em “Jerry Maguire” e a força que lhe valeu um Oscar por “Cold Mountain” a tornavam perfeita para o papel. “Garland tinha uma conexão emocional incrível com o público”, me disse Goold pelo telefone. “Você sente estar recebendo um espírito que tem uma inocência inata, uma esperança, e eu queria alguém capaz de expressar essa fragilidade”.

Ele também disse que as experiências de Zellweger em Hollywood, que geraram escrutínio sobre seus romances e especulação de jornais sensacionalistas sobre cirurgias cosméticas, poderiam ajudar a dar forma a uma personagem principal que enfrentava boatos o tempo todo.

Com isso, Zellweger começou a explorar as possibilidades. Porque Goold insistia em que não houvesse dublagem, ela reservou tempo em um estúdio e contratou um instrutor de canto para determinar se o estilo vocal de Garland estava ao seu alcance. Ela trabalhou com um coreógrafo e figurinista para reproduzir a postura encurvada, hesitante, da atriz. E pesquisou, lendo biografias e assistindo a velhos filmes, além de visitar fóruns de fãs de Garland em busca de detalhes úteis.

Mas sempre que Zellweger se apanhava me contando essas coisas por tempo demais, ela imediatamente ficava envergonhada. “Nem se pode chamar isso de trabalho! Pura diversão”, ela disse, muitas vezes.

As sequências mais dramáticas de “Judy” surgem sempre que Garland é forçada a cantar apesar de uma voz prejudicada pelo tempo e pelos vícios. Goold explorou bastante esse suspense. “Disse a Renée que iria estruturar o roteiro para que ele não só conduzisse ao momento de ‘será que Judy Garland vai conseguir fazer o que se espera dela?’ como para que gerasse momentos de ‘será que Renée Zellweger vai fazer o que se espera dela?’”

Zellweger cantou as canções em questão ao vivo, diante de uma plateia, e recorda as cenas agora com a empolgação de alguém que saltou de asa delta e não morreu. “Fiquei eufórica, fiquei muito alta. Imagine algo que você nunca tenha feito!”, ela disse. “Não me permiti pensar demais a respeito -havia aquele medo aterrorizante no fundo do meu pensamento, mas eu resisti, resisti, resisti. Por sorte, as coisas foram tão frenéticas que nem tive tempo de parar para pensar que preferiria não fazer aquela cena amanhã”.

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