Quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
Por Redação O Sul | 28 de janeiro de 2026
Uma pesquisa divulgada nessa quarta-feira (28) pelo instituto PoderData, vinculado ao site Poder360, aponta que presidente Luiz Inácio Lula da Silva começa 2026 com números semelhantes aos que fechou o ano passado nos quesitos aprovação pessoal e de governo.
Na prática, o cenário geral de janeiro ainda é negativo para o petista, com desaprovação maior do que a aprovação, especialmente nos índices que tratam da avaliação do desempenho pessoal de Lula. Os índices, no entanto, oscilaram dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais.
Segundo a pesquisa, o presidente é aprovado por 34% dos eleitores, e desaprovado por 57%. Em dezembro do ano passado, a aprovação era de 35% e a reprovação de 56%.
Quando a pergunta é sobre o governo, e não sobre a pessoa, os números são levemente melhores, mas o cenário ainda é negativo: 41% de aprovação e 53% de desaprovação. Os índices ao fim de 2025 eram de 42% e 52%, respectivamente.
O instituto realiza levantamentos semelhantes frequentemente e, desde julho do ano passado, os índices apurados tiveram pouca oscilação, tanto na aprovação do presidente quanto de seu governo.
Comparação com Bolsonaro
Na mesma pesquisa, o instituto pediu aos eleitores que comparassem o governo de Lula com o do antecessor, Jair Bolsonaro (PL). O resultado reflete a polarização no País, com 40% que dizem que o trabalho do petista é melhor que o do ex-capitão, contra 39% que afirmam ser pior. Para 20%, é igual.
O PoderData ouviu 2.500 pessoas em 111 municípios, em todas as unidades da federação. A pesquisa foi realizada entre os dias 24 e 26 de janeiro e a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Públicos distintos
Os recortes demográficos ajudam a mapear onde Lula ainda preserva capital político. A aprovação é mais alta entre mulheres, jovens de 16 a 24 anos e moradores do Nordeste, além de eleitores com menor escolaridade formal e renda familiar intermediária, entre dois e cinco salários mínimos.
Na direção oposta, a desaprovação se concentra entre homens, eleitores de 25 a 44 anos, moradores do Centro-Oeste e grupos de renda mais elevada. Entre brasileiros com renda familiar acima de cinco salários mínimos, quase sete em cada dez dizem desaprovar o presidente, um dos índices mais altos do levantamento. As informações são da revista Carta Capital e do site Infomoney.