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Porto Alegre De todas as capitais brasileiras, Porto Alegre tem proporcionalmente o maior número de habitantes que se declaram homossexuais ou bissexuais

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Em Porto Alegre, 5,1% das pessoas maiores de idade se declaram homossexuais ou bissexuais, conforme a pesquisa

Foto: Freepik
Índice consta em pesquisa inédita realizada pelo IBGE. (Foto: EBC)

Dados inéditos divulgados nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que para cada 20 adultos residentes em Porto Alegre, um é assumidamente homossexual ou bissexual. A proporção exata é de 5,1% e coloca cidade no topo do ranking das capitais, seguida por Natal (RN) com 4% e Macapá (AP) com 3,9%, para uma média nacional de 1,8%.

Já quando o cenário considerado é todo o Rio Grande do Sul, esse índice é de aproximadamente uma para cada 50 maiores de idade. Vale lembrar que, recentemente, o Estado teve o primeiro governador de sua história a se assumir publicamente como gay – no caso, Eduardo Leite (2019-2022), que renunciou ao cargo no final de março para se dedicar à campanha eleitoral.

E de acordo como próprio IBGE, os resultados desse trabalho podem apresentar números subnotificados. Isso porque o preconceito social e outros aspectos de ordem variada muitas vezes levam o indivíduo a omitir sua orientação sexual ao ser questionado por um agente público.

“É difícil avaliar o quanto um trabalho desse tipo reflete a realidade, já que muita gente ainda não assume a sua sexualidade”, corrobora o professor gaúcho Célio Golin, 61 anos, militante do Nuances – Grupo pela Livre Expressão Sexual. “Além disso, é difícil quantificar comportamentos e desejos.”

Questão de linguagem

Outro fator que pode contribuir para a subnotificação dessa estatística é a eventual falta de familiaridade com os termos utilizados pelo Instituto, que considera a pesquisa experimental e, portanto, sujeita a futuras alterações. Um dos relatórios do próprio órgão sugere, por exemplo, o uso de termos como “gay” e “lésbica”, de domínio público mais amplo.

O levantamento foi realizado por meio de entrevistas realizadas em 2019 junto a mais de 100 mil domicílios, no âmbito da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), que também avalia outros itens. No questionário, era abordada apenas a orientação sexual, sem entrar em detalhes sobre identidade de gênero.

Ou seja, ao apresentar os adjetivos “heterossexual”, “homossexual” ou “bissexual” como opções de resposta à pergunta “Qual a sua orientação sexual?”, o entrevistador não chegou a indagar se o indivíduo é “trans”, dentre outras categorias.

Conforme o IBGE, o objetivo do levantamento é obter dados estatísticos de abrangência local, regional e nacional no que diz respeito à situação de saúde e estilo de vida dos brasileiros. No caso da coleta de dados sobre orientação sexual, a ideia é fornecer subsídios para avaliação de desigualdades socioeconômicas e ampliar a visibilidade estatística desse segmento da população, dentre outras providências.

(Marcello Campos)

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