Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 1 de fevereiro de 2020
Vencedora do troféu de Melhor Momento Esportivo em 2018, a Chapecoense mais uma vez está entre as indicações do Prêmio Laureus. O clube disputa a preferência do público na mesma categoria, que nesta edição especial de 20 anos do evento reúne concorrentes inspiradores ao longo das duas últimas décadas. As demais categorias premiarão os melhores de 2019.
A premiação será no dia 17 de fevereiro, em Berlim, na Alemanha. Três rodadas de votação até o dia 16 de fevereiro definirão o vencedor. Na sexta-feira (31) foi aberta no site oficial do Laureus – a primeira fase, com 20 concorrentes. Apenas 10 seguem para a etapa seguinte, e cinco avançarão à disputa final.
Veja alguns dos 20 indicados na categoria Melhor Momento Esportivo:
Eternos campeões (2017)
Em 28 de novembro de 2016, o avião que levava o time de futebol brasileiro Chapecoense caiu a caminho de Medellín, na Colômbia, onde disputaria uma partida com o Atlético Nacional. Apenas seis dos 77 passageiros sobreviveram, entre eles, três jogadores. Em 7 de agosto de 2017, o lateral Alan Ruschel, que foi submetido a uma cirurgia para reparar uma lesão na medula óssea, voltou ao campo em um amistoso contra o Barcelona. Ruschel jogou os primeiros 35 minutos da partida antes de ser substituído e foi aplaudido de pé.
O poder da mente (2002)
Após sofrer um acidente de trânsito, Natalie du Toit, de 17 anos, teve uma perna amputada na altura do joelho. Três meses depois, ela voltou a nadar. Um ano após volta à piscina, Natalie fez história. Nos Jogos da Commonwealth de 2002 em Manchester, ela se classificou para a final de estilo livre de 800 metros – a primeira vez que um deficiente físico se classificou para competir nas finais de importante competição internacional de natação.
Idade é apenas um número (2019/2020)
Sky Brown não é uma garota típica de 11 anos. Ela começou a usar o skate bem antes de aprender a andar e é a mais jovem skatista profissional do mundo. Seu extraordinário talento com o skate também a fez a mais jovem atleta olímpica em 80 anos. Ainda que adolescente, Sky mostra ter uma grande maturidade. Realiza várias atividades benevolentes, entre elas: o incentivo para meninas praticar skate. Faz doações de prêmios em dinheiro, promove a fabricação de skates cujo lucro das vendas são destinados a crianças carentes nas áreas de miséria extrema do mundo.
Companheiros de luta (2016)
Na dramática final da World Triathlon Series em Cozumel, no México, Alistair Brownlee desistiu de vencer a prova para ajudar seu irmão a ultrapassar a linha de chegada. Exausto, Jonny parou na beira da estrada. Alistair, que corria confortavelmente na terceira posição, resgatou o irmão com os braços e quase o carregou pelas últimas centenas de metros. Ao final, empurrou Jonny para que ele cruzasse a linha.
Nos ombros de uma nação (2011)
Em sua sexta tentativa na Copa do Mundo o lendário batedor Sachin Tendulkar levou sua equipe à vitoria. A India não vencia a competição desde 1983. Carregado nos ombros da equipe indiana, ele fez a volta olímpica no estádio de sua cidade natal em lágrimas de alegria.
Desafio do destino (2018)
Em 1975, Xia Boyu perdeu os dois pés após emprestar seu saco de dormir a um colega durante uma escalada do Monte Everest. Depois de também vencer uma luta contra o câncer, Xia estava determinado a nunca desistir do seu sonho de chegar ao pico do Everest e continuou tentando. Aos 69 anos, e em sua quinta tentativa, Xia Boyu tornou-se o segundo deficiente físico das duas pernas a escalar o Monte Everest e o primeiro a alcançar o topo, do lado nepalês.
Mesmo jogo, mesmo prêmio (2007)
Em 2007, após pressão de Venus Williams e outros, Wimbledon anunciou que as tenistas receberiam prêmios em dinheiro iguais aos dos homens. Depois que as regras finalmente mudaram, ela recebeu 1,4 milhão de dólares pela quarta vitória em Wimbledon, uma quantia igual ao do campeão masculino, Roger Federer. Este é um movimento de longa data iniciado com Billie Jean-King, ativistas como Martina Navratilova, Steffi Graf e Maria Sharapova, e é considerado uma tremenda “vitória” na igualdade feminina.
Cidadãos globais (2016)
A primeira equipe olímpica de refugiados foi aplaudida de pé na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro de 2016. Eles caminharam atrás da bandeira olímpica, uma vez que o conflito os havia expulsado dos seus países de origem. Enquanto os atletas desfilavam, sorrindo e acenando, a multidão no estádio se colocou de pé para incentiva-los e aplaudi-los.
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