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Esporte A chegada de Neymar ao Paris Saint Germain pode ter instaurado o caos no vestiário

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Desde que o brasileiro aterrissou em Paris, o caos já estava instaurado no PSG. (Foto: Reprodução)

Até a Torre Eiffel “entrou” no meio do anúncio da chegada de Neymar ao Paris Saint-Germain. A contratação mais cara da história do futebol mundial pode ter virado motivo de crise no vestiário do Parque dos Príncipes. Depois de a polêmica com a decisão de quem seria o batedor oficial de pênaltis do time parisiense, a imprensa estrangeira desvendou algumas questões que deixaram o clima do elenco francês ainda mais turbulento.

Segundo o jornal El País, desde que o camisa 10 da Seleção Brasileira aterrissou em Paris, o caos já estava instaurado pelos corredores do PSG. Isso, porque, após a confirmação do pagamento da clausula rescisória de 222 milhões de euros (aproximadamente R$836 milhões) de Neymar a Uefa foi pressionada para fiscalizar a questão do respeito ao fair-play financeiro pelos franceses. Bayern de Munique, Juventus e o próprio Barcelona cobraram uma posição da instituição, que chegou a avisar ao presidente do Paris Saint-Germain que, caso o descumprimento das regras seja constatado, os parisienses correm o risco de uma multa estratosférica somada à suspensão de alguns torneios continentais.

Diante disso, o “dono do time”, o catariano Al-Khelaifi, precisou tomar uma atitude. E, ainda de acordo com o jornal espanhol, o risco de ficar fora de algumas competições levaram o dirigente a entrar em contato com os empresários de restante do elenco para convencê-los de negociarem seus atletas a qualquer custo. As saídas repentinas de Matuidi e Aurier são exemplos de que o argumento se sustenta. Segundo a matéria, os empresários de Draxler, Lucas Moura, Di Maria, Ben Afar e Thiago Silva também foram procurados.

Neste momento, os rumores de que a vinda de Neymar causaria certas “dores de cabeça” aos integrantes do elenco já aumentaram. Depois de toda a instauração das polêmicas, algo recente voltou a circular pelo vestiário do Parque dos Príncipes. Há duas semanas, Neymar e Cavani foram envolvidos numa situação desconfortável na vitória do Paris sobre o Lyon pelo Campeonato Francês. Após a constatação de que Mbappé teria sofrido um pênalti na pequena área dos adversários, Cavani se postou para cobrar a penalidade e Neymar pediu para bater, requisição esta que foi negada pelo uruguaio, que perdeu a oportunidade logo em seguida. Outro lance, envolvendo também o brasileiro Daniel Alves, foi motivo para que a imprensa repercutisse os pontos negativos da vinda do novo dono da camisa 10 do PSG.

Após os acontecimentos, Neymar até parou de “seguir” Cavani em uma de suas redes sociais e as notícias de que o elenco pudesse ter sido rachado a partir dali só aumentaram. Alguns veículos estrangeiros também chegaram a cravar de que o camisa 10 havia pedido a saída do uruguaio do clube. O possível motivo para que o camisa 9 insistisse em continuar cobrando os pênaltis não dizia respeito apenas a quantidade de títulos que conquistou e o tempo de clube, mas também a uma clausula contratual de que seria premiado em um milhão de euros (aproximadamente R$3,7 milhões), caso fosse artilheiro da Liga Francesa. Depois de uma reunião entre os dirigentes do clube e o uruguaio afirmando que o pagamento da clausula seria feito independentemente da quantidade de gols do uruguaio, Cavani se sentiu ainda mais ofendido e reforçou que seus quatro anos de PSG são mais importantes que uma contratação milionária.

Quem também pode se prejudicar nesta história toda é o técnico Unai Emery, que perdeu sua autoridade com a chegada do brasileiro, mais querido e bajulado por todos da diretoria parisiense, e não tomou decisão alguma sobre a história dos pênaltis. Segundo o técnico, após a confusão, houve uma conversa e os jogadores que entraram em um consenso durante as partidas, podendo ser feito o rodízio entre os camisas 9 e 10. Com a indicação de Neymar ao “Bola de Ouro” da Fifa, o reforço do argumento de que a vinda do jogador foi a prioridade anual do Paris, apenas se concretizou. Para “piorar”, Unai Emery não relacionou o ex-santista – alegando poupar o jovem, que sentiu dores nas costas, para a Liga dos Campeões – para a partida que foi considerada a pior da temporada parisiense, no último final de semana, no empate com o Montpellier, pelo Francês. Sem Neymar, o time ficou no 0 a 0 e amargou seu primeiro empate no Campeonato Francês.

 

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