Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 28 de maio de 2018
O ICI (Índice de Confiança da Indústria) da FGV (Fundação Getulio Vargas) ficou relativamente estável em maio, ao avançar 0,1 ponto, para 101,1 pontos. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (28).
“A sondagem de maio reforça a tendência de perda de fôlego da indústria esboçada no mês anterior, quando o ICI recuou -0,7 ponto. O resultado reflete em boa medida a piora das expectativas em relação ao desempenho da economia brasileira em 2018, motivada pelo aumento de riscos no mercado externo e pelo elevado nível de incerteza econômica e política”, afirmou a coordenadora da Sondagem da Indústria da FGV, Tabi Thuler Santos.
A confiança industrial avançou em dez dos 19 segmentos industriais em maio. Após registrar queda de 1,3 ponto no mês anterior, o IE (Índice de Expectativas) subiu 0,1 ponto, para 101,6 pontos. O ISA (Índice da Situação Atual) também subiu 0,1 ponto em maio, para 100,6 pontos, retornando ao valor de março.
A melhora na percepção sobre a situação dos negócios em maio foi a principal contribuição favorável ao resultado do ISA, que contou ainda com melhora nas avaliações sobre a demanda e redução de empresas com estoques insuficientes.
Na segunda alta consecutiva, o indicador avançou 1,2 ponto, para 97,2 pontos. O percentual de empresas que consideram a situação atual dos negócios boa aumentou de 14,5% para 22,8% entre abril e maio. A proporção de empresas que a consideram fraca também aumentou, porém em menor magnitude, de 20,5% para 27,3% do total.
O indicador de expectativas com a evolução do pessoal ocupado nos três meses seguintes aumentou 2,4 pontos, para 101,1 pontos. Foi o único componente do IE a registrar melhora no mês – as perspectivas com a produção não avançaram em maio, e o otimismo com a evolução dos negócios arrefeceu nos últimos meses.
Houve elevação na proporção de empresas prevendo aumento do quadro de pessoal, de 18,6% para 21,9%, e diminuição da proporção das que esperam redução, de 11,5% para 11,1% do total. Após três altas consecutivas, o Nuci (Nível de Utilização da Capacidade Instalada) manteve-se estável em 76,5%, o maior desde maio de 2015 (76,6%).
Serviços
O ICS (Índice de Confiança de Serviços) caiu 2,4 pontos em maio, para 88,8 pontos. Após a terceira queda consecutiva, o índice devolve as altas do início do ano e retorna ao patamar de novembro do ano passado, segundo a FGV.
“Os indicadores de maio sinalizam, sobretudo, um movimento de ajuste nas expectativas empresariais. A frustração com a moderação no ritmo de atividade corrente e a influência do cenário de incerteza que marca o processo eleitoral, vêm resultando numa contínua calibragem nas expectativas do setor. Novamente, é a leitura das empresas sobre os negócios nos próximos seis meses o aspecto que mais pressiona a queda na curva de confiança. Esses resultados reforçam a perspectiva de continuidade da trajetória de tímida recuperação do setor”, analisou o consultor da FGV Silvio Sales.
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