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Colunistas A constituição de uma professora

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Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Certa vez, ainda em formação como professora, assisti a uma fala do filósofo e educador Rubem Alves que marcou profundamente. Ele dizia desejar conhecer “uma criança não corrompida pela escola”. Tais palavras me fizeram refletir: como ser uma docente que não se deixa corromper pela escola?

Quando penso nisso, volto à minha infância, tempo em que eu já sonhava em ser professora. Meu pai, um homem de sabedoria prática — pedreiro, observador e pensador, mesmo sendo um alfabetizado funcional — costumava nos perguntar, ao fim do dia, o que havíamos descoberto, especialmente na escola.

Reunidos ao redor do fogão a lenha, com o vento minuano cantando no inverno ou sob o céu estrelado do verão, compartilhávamos nossas descobertas. Ele nos ouvia atentamente, sem julgar se estávamos certos ou errados, e sempre nos incentivava a pensar em outras possibilidades. E eu desejava: “Quando crescer, quero ser como o meu pai.”

Mas como ser como ele? Sendo uma professora que escuta atentamente, reflete, age, questiona e compartilha.

Um professor precisa ser inspirador e compreender que cada aluno é um universo que compõe o cosmos chamado sala de aula. Precisa acreditar que a educação se faz com afeto, e que a “humanitude” está em reconhecer que somos feitos de tijolinhos — de cores, formas e resistências diferentes. Nem todos perfeitos – ainda bem! Porque o sentido não está em cobrir as diferenças com reboco, mas em vê-las, acolhê-las, e acreditar que, na diversidade, erguemos o futuro.

Ser professor é não temer as mudanças que nascem dentro de si e florescem nos alunos. Ser professor é tatear almas diferentes todos os dias. Feliz Dia do Professor!

(Por Silvia Cecília Bernardes Hecht – Pedagoga do Senac Saúde)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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