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Brasil A conta de luz dos brasileiros deve subir quase o dobro da inflação neste ano

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A alta supera inclusive projeções anteriores da Aneel

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
A alta supera inclusive projeções anteriores da Aneel. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) elevou para 9,4% a projeção do efeito tarifário médio no País em 2026. O percentual, apresentado na terceira edição do boletim InfoTarifas deste ano, supera as estimativas de inflação consideradas pela agência. O documento trabalha com projeções de 4,4% para o IGP-M e de 5% para o ÍPCA.

Dessa forma, o efeito médio previsto para as tarifas de energia é quase o dobro da inflação oficial esperada para o ano. A alta supera inclusive projeções anteriores da agência, que na última edição esperava uma alta de 8,6% em 2026.

A principal pressão vem dos componentes financeiros considerados nos processos tarifários, que respondem por 4,7 pontos percentuais da projeção nacional. Também contribuem para o resultado os encargos setoriais, com impacto de 1,6 ponto; a compra de energia, com 1,1 ponto; a transmissão, com 0,9 ponto; e os custos de distribuição, também chamados de Parcela B, com 0,8 ponto.

A estimativa de 9,4% já considera a decisão da diretoria da Aneel de distribuir recursos provenientes da repactuação das obrigações de pagamento pelo UBP (Uso de Bem Público) das usinas hidrelétricas. A medida viabilizou o repasse preliminar de aproximadamente R$ 5,5 bilhões às distribuidoras situadas nas áreas de atuação da Sudam (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia) e da Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste). Os recursos são destinados à CDE e utilizados para reduzir os impactos tarifários sobre consumidores do mercado regulado.

No cálculo da projeção nacional, a Aneel considerou aproximadamente R$ 5,2 bilhões em recursos do UBP, com efeito de redução de 1,9 ponto percentual. Sem esse dinheiro, portanto, a pressão média sobre as tarifas seria maior. A agência também homologou em 6,53% o Efeito Tarifário Limite Equilibrado (ETLEP). O mecanismo busca distribuir os benefícios de maneira mais equilibrada entre as 22 concessionárias contempladas e reduzir diferenças tarifárias entre as áreas de concessão.

O boletim mostra que 16% do mercado das distribuidoras está em áreas com efeito tarifário médio superior a 15%. Outros 10% estão na faixa entre 12% e 15%. Na outra ponta, apenas 5% do mercado está em concessões com efeito inferior a 3%.

Dos 51 processos tarifários previstos para 2026, 15 correspondem a revisões tarifárias periódicas. Nas distribuidoras de grande porte, os ativos imobilizados reconhecidos pela Aneel cresceram entre 32% e 57% em comparação com os valores do ciclo anterior corrigidos pela inflação. Esse movimento acrescentou aproximadamente 0,3 ponto percentual à projeção nacional.

O boletim também aponta que diferimentos concedidos à CPFL Paulista, à Energia Mato Grosso do Sul e à Copel reduziram o impacto tarifário médio em 0,8 ponto percentual. Esses adiamentos somam aproximadamente R$ 2,1 bilhões e não estavam previstos na estimativa inicial.

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3 Comentários
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Eduardo Rodrigues
20 de setembro de 2026 00:44

Que nada ! …é só a sensação.

MIRO
19 de setembro de 2026 17:14

O impacto bilionário de 960 BILHOES, nas contas de luz está associada a estudos sobre subsídios e encargos do setor elétrico, em especial após a edição de medidas provisórias e acordos relacionados à transferência de controle da Amazonas Energia para a Âmbar Energia do Grupo (J&F). (Irmãos Batista + LADRÃO)

MIRO
19 de setembro de 2026 17:07

Governo Lula edita medida provisória que beneficia …
https://www.estadao.com.br › Economia
14 de jun. de 2024 — Com a mudança via MP, 100% da energia comprada pela distribuidora das térmicas que agora são da Âmbar será paga pelo restante do País.

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