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Economia A conta de luz dos brasileiros seguirá mais cara em julho

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Conta de luz continua com o acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh. (Foto: Freepik)

A bandeira tarifaria para o mês de julho será a amarela, anunciou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nessa sexta-feira (26). Com isso, a conta de luz dos brasileiros continua com o acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh.

A bandeira tarifária sinaliza ao consumidor os custos reais da geração de energia no País. Quando a geração fica mais cara, a cobrança extra é aplicada automaticamente nas contas.

“A manutenção da bandeira amarela, ativa desde o mês de abril, reflete condições menos favoráveis de geração no país, típicas do período seco, quando há redução nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo mais elevados”, afirmou a agência reguladora.

O sistema de cores da Aneel sinaliza as condições de geração de energia. Se chove pouco e as hidrelétricas geram menos, é preciso acionar usinas termelétricas, que são mais caras.

Bandeiras

Criado pela Aneel em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias foi desenvolvido para informar aos consumidores as condições de geração de energia no país e indicar quando haverá ou não cobrança adicional na conta de luz.

O mecanismo funciona como um sinal de alerta sobre o custo de produção da eletricidade. Quando as condições de geração são favoráveis, principalmente com bons níveis nos reservatórios das usinas hidrelétricas, a energia tende a ter menor custo. Já em períodos de pouca chuva, quando é necessário utilizar mais usinas termelétricas – que têm custo de operação mais elevado – o valor da geração aumenta e pode ser repassado ao consumidor por meio das bandeiras tarifárias.

O sistema é dividido em quatro categorias. A bandeira verde indica condições favoráveis de geração e não acrescenta nenhum valor extra à fatura. A bandeira amarela representa um cenário menos favorável e prevê uma cobrança adicional. Já as bandeiras vermelhas, divididas em patamar 1 e patamar 2, são acionadas quando o custo de geração está mais elevado, com valores maiores de cobrança conforme a necessidade de uso de fontes mais caras de energia.

A definição da bandeira de cada mês é feita pela Aneel após análises das condições do sistema elétrico brasileiro, levando em consideração fatores como previsão de geração, nível dos reservatórios, custos de operação das usinas e outros indicadores do setor. A decisão vale para o mês seguinte ao anúncio.

O valor adicional é aplicado diretamente na conta de energia conforme o consumo do cliente. Ou seja, quanto maior o volume de eletricidade utilizado durante um período com bandeira tarifária mais cara, maior será o impacto financeiro na fatura.

Além de arrecadar recursos para cobrir custos extras de geração, o sistema também tem como objetivo dar mais transparência ao consumidor, permitindo que ele saiba quando a produção de energia está mais cara e possa adotar medidas de economia, como reduzir desperdícios e evitar o uso desnecessário de equipamentos elétricos.

Dessa forma, as bandeiras tarifárias funcionam como um indicador das condições do setor elétrico e ajudam a aproximar o consumidor dos fatores que influenciam o preço da energia no Brasil.

Custos

* bandeira verde (condições favoráveis de geração de energia) – sem custo extra;

* bandeira amarela (condições menos favoráveis) – R$ 18,85 por MWh (megawatt-hora) utilizado (ou R$ 1,88 a cada 100kWh);

* bandeira vermelha patamar 1 (condições desfavoráveis) – R$ 44,63 por MWh utilizado (ou R$ 4,46 a cada 100 kWh);

* bandeira vermelha patamar 2 (condições muito desfavoráveis) – R$ 78,77 por MWh utilizado (ou R$ 7,87 a cada 100 kWh). (Com informações do portal de notícias g1)

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