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Mundo A Coreia do Norte diz que lançar foguetes contra os Estados Unidos se tornou “inevitável”

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Declaração foi do ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Ri Yong Ho. (Foto: Cia Pak/ONU)

A Coreia do Norte afirmou no sábado (23) que lançar seus foguetes no território dos Estados Unidos se tornou “inevitável” depois que o presidente norte-americano Donald Trump chamou o líder de Estado norte-coreano de “homem-foguete”, em mais um episódio da guerra retórica entre os dois líderes. As informações são da agência de notícias Reuters.

As declarações do ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Ri Yong Ho, perante a Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), ocorreram horas depois de dois bombardeiros da Força Área dos EUA B-1B Lancer, escoltados por jatos de combate, voarem sobre águas a leste da Coreia do Norte em uma demonstração de força do governo norte-americano, um episódio no qual o Pentágono quis mostrar a gama de opções militares disponíveis para Trump.

“Através de uma luta tão prolongada e árdua, agora estamos finalmente a poucos passos da fase final de conclusão da força nuclear”, disse Ri Yong Ho na reunião anual de líderes mundiais.

“Não passa de desespero considerar que a República Popular Democrática da Coreia fique abalada ou mude sua posição devido às sanções mais severas das forças hostis”, disse ele.

Novas sanções

Trump anunciou novas sanções dos EUA na quinta-feira, que agora têm como alvo empresas e instituições que financiam e facilitam o comércio com a Coreia do Norte. No início deste mês, o Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade a sua nona rodada de sanções contra Pyongyang para combater os programas nuclear e de mísseis balísticos.

Ri Yong Ho, que disse que o objetivo final de Pyongyang era estabelecer um “equilíbrio de poder com os EUA”, retrucou que o próprio Trump estava em uma “missão suicida” depois dos comentários do presidente norte-americano sobre Kim.

Demonstração de força

O voo dos bombardeiros foi o mais ao norte da zona desmilitarizada que separa a Coreia do Norte e a Coreia do Sul que um avião norte-americano realizou no século 21, segundo o Pentágono.

“Esta missão é uma demonstração de força dos EUA e uma mensagem clara de que o presidente tem muitas opções militares para derrotar qualquer ameaça”, disse a porta-voz do Pentágono, Dana White.

Terremoto

O episódio ocorreu logo depois de membros de governo e especialistas esclarecerem que um pequeno terremoto perto da base de testes nucleares da Coreia do Norte era um terremoto comum, apaziguando os temores de que Pyongyang teria explodido outra bomba nuclear apenas algumas semanas depois da última.

O órgão chinês responsável pelo acompanhamento de terremotos também disse que o pequeno tremor não foi uma explosão nuclear e que tinha características de um tremor natural.

 

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