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Mundo A Coreia do Norte vai fechar a sua base nuclear em maio, disse a Coreia do Sul

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O líder norte-coreano disse ao presidente sul-coreano que está disposto a visitá-lo em Seul. (Foto: Corpo de Imprensa da Cúpula Inter-Coreana)

O governo da Coreia do Sul informou nesse domingo que a Coreia do Norte ofereceu realizar um ‘desmantelamento público’ do seu centro de testes atômicos de Punggye-ri em maio, por causa do seu compromisso de desnuclearização assumido no encontro histórico entre Kim Jong-un e o presidente sul-coreano Moon Jae-in.

Segundo o comunicado da Casa Azul, a presidência da Coreia do Sul, o compromisso de Kim Jong-un é que a desativação do complexo seja acompanhada não apenas pelos dois países, mas também por especialistas e a imprensa.

A Casa Azul revelou ainda que o líder da Coreia do Norte afirmou no encontro que não é “o tipo de pessoa que dispara armas nucleares”. “Embora tenha minhas reservas com Washington, as pessoas verão que não sou o tipo de pessoa que dispara armas nucleares para a Coreia do Sul, o (Oceano) Pacífico ou os Estados Unidos”, disse Kim a Moon durante a conversa.

“Se nos reuníssemos regularmente com os americanos para sedimentar a confiança e eles prometessem pôr fim à guerra e não nos invadir, para que manteríamos então um arsenal nuclear e viveríamos em condições tão difíceis?”, explicou Kim a Moon, segundo detalha o escritório presidencial de Seul.

Outra decisão revelada por Seul trata da volta das Coreias ao mesmo fuso horário. Segundo comunicado do governo sul-coreano, o líder norte-coreano disse no encontro de sexta-feira que a Coreia vai adiantar o relógio em meia hora para que o horário entre os dois países volte a coincidir.

A conversa entre os dois líderes teve início às 10h15min (22h15min, em Brasília), 15 minutos antes do previsto. Na sessão matutina, que durou 100 minutos, “falaram sobre a desnuclearização e estabelecimento da paz na península e sobre melhoria das relações” entre os dois países, que tecnicamente seguem em guerra, de acordo com o porta-voz da presidência sul-coreana, Yoon Young-chan.

Após se cumprimentarem, Moon aceitou o convite de Kim e pisou brevemente no lado Norte da fronteira, sorrindo. Em seguida, ambos cruzaram para o lado Sul

O presidente sul-coreano disse a Kim que estava “feliz por conhecê-lo” e mais tarde afirmou que a presença de Kim fazia de Panmunjon um símbolo de paz, e não mais de divisão.

Eles foram então escoltados por uma guarnição de honra até a Peace House, edifício que abriga a cúpula e que está localizado na margem sul da fronteira intercoreana. Foi neste local que o cessar-fogo de 1953 entre os dois países foi assinado.

Ali, Kim assinou um livro de visitas, onde deixou a seguinte mensagem: “Uma nova história começa agora – no ponto inicial da história e na era da paz”.

A agência norte-coreana KCNA afirmou que Kim pretende “discutir de coração aberto com Moon Jae-in todas as questões com objetivo de melhorar relações intercoreanas e alcançar paz, prosperidade e reunificação da península coreana”.

O líder norte-coreano disse ao presidente sul-coreano que está disposto a visitá-lo em Seul “a qualquer momento que for convidado”, informou a presidência sul-coreana.

No último dia 20 de abril, a Coreia do Norte já havia anunciado o fim de seus testes com armas atômicas e se comprometido a não utilizá-las a menos que fosse alvo de “ameaças ou provocações” de outros países.

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