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Brasil A crise dos Correios pode deixar cartas mais caras

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Segundo a estatal, 99,85% do total de empregados estão trabalhando nesta terça-feira. (Foto: Alessandro Buzas/AE)

Dentro da estratégia para tentar sanear as finanças dos Correios, a nova administração da estatal estuda acabar com o que chama de subsídio a tarifas da empresa, medida que deve mexer no bolso de quem usa regularmente os serviços postais. O jornal Folha de S.Paulo apurou que a estatal, agora sob o comando de Guilherme Campos, negocia com o Ministério da Fazenda a possibilidade de uma revisão extraordinária de tarifa até o fim deste ano.

Há o diagnóstico de que os preços cobrados pelo serviço de envio de cartas estão aquém do necessário para garantir equilíbrio financeiro à operação. Mesmo após o reajuste promovido no mês passado, de 10,7%, as tarifas ainda estão cerca de 10% abaixo do limite mínimo para garantir lucratividade. Com isso, outros serviços, principalmente a entrega de encomendas, compensam parte do prejuízo gerado pela entrega de cartas. Daí, o entendimento de que há um subsídio nessa operação.

A administração dos Correios acredita que a base de clientes, especialmente os corporativos, é sólida e a demanda se manteria apesar de uma elevação de preços. Além disso, o serviço postal é um monopólio garantido pela Constituição ao Estado.

Oficialmente, a empresa afirma que, “no momento, não há a previsão de novo reajuste em 2016”.

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