Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 17 de julho de 2016
Dentro da estratégia para tentar sanear as finanças dos Correios, a nova administração da estatal estuda acabar com o que chama de subsídio a tarifas da empresa, medida que deve mexer no bolso de quem usa regularmente os serviços postais. O jornal Folha de S.Paulo apurou que a estatal, agora sob o comando de Guilherme Campos, negocia com o Ministério da Fazenda a possibilidade de uma revisão extraordinária de tarifa até o fim deste ano.
Há o diagnóstico de que os preços cobrados pelo serviço de envio de cartas estão aquém do necessário para garantir equilíbrio financeiro à operação. Mesmo após o reajuste promovido no mês passado, de 10,7%, as tarifas ainda estão cerca de 10% abaixo do limite mínimo para garantir lucratividade. Com isso, outros serviços, principalmente a entrega de encomendas, compensam parte do prejuízo gerado pela entrega de cartas. Daí, o entendimento de que há um subsídio nessa operação.
A administração dos Correios acredita que a base de clientes, especialmente os corporativos, é sólida e a demanda se manteria apesar de uma elevação de preços. Além disso, o serviço postal é um monopólio garantido pela Constituição ao Estado.
Oficialmente, a empresa afirma que, “no momento, não há a previsão de novo reajuste em 2016”.
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