Domingo, 21 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 24 de setembro de 2015
A Defesa Civil gaúcha segue atuando nas comunidades atingidas pelas chuvas em todo o território do Rio Grande do Sul. O órgão tem realizado a entrega de material de apoio, monitoramento e levantamento de danos. Até o momento, sete municípios recorreram à Defesa Civil e foram atendidos com a doação de lonas, alimentos, colchões e agasalhos, entre outros itens.
O número de famílias afetadas pelas precipitações e queda de granizo subiu para 13.434. Ao todo, os prejudicados chegam a 56,8 mil, dessas, 493 foram acolhidas em residências de familiares ou amigos e conhecidos.
Em Cachoeirinha, Sapiranga e Alvorada, na Região Metropolitana de Porto Alegre, ao menos 20 famílias deixaram suas casas e foram levadas para abrigos locais ou casas de amigos e familiares. No Vale do Caí, em Montenegro e São Sebastião do Caí, o mesmo acontece. No município de Cruz Alta, algumas casas foram destelhadas em razão da derrubada de postes, porém, não há número de afetados pela falta de luz.
Cento e quarenta e oito famílias – 619 pessoas – tiveram de deixar suas casas em todo o Estado. As chuvas começaram na quarta-feira da semana passada e já atingiram 74 municípios gaúchos. Uma das cidades mais afetadas foi Rio Grande, no Sul do RS. A prefeitura local decretou situação de emergência e suspendeu as aulas até o fim da semana. As escolas estão sendo utilizadas para atender à população necessitada.
Rios
Ao longo dessa quinta-feira, o nível de alguns rios estabilizou, mas permanece o alerta de previsão de chuvas intensas nos próximos dias. É imprescindível que as pessoas que moram em locais de risco fiquem atentas e se previnam. Qualquer informação pode ser repassada para a Defesa Civil pelo telefone 199. O rio dos Sinos, em São Leopoldo, está 1,8 metro acima do nível considerado normal, que é de 4 metros. O rio Gravataí, está 1,37 metro acima de seu índice usual, de 3 metros. Em Porto Alegre, a régua eletrônica do Cais Mauá indicava, às 17h, que o Rio Guaíba estava a 1,72 metro, dentro do nível alto, mas ainda distante do alerta, que é a partir de 2,10 metros.
Nono dia
A capital gaúcha enfrentou nessa quinta-feira o nono dia consecutivo com chuvas. Pela manhã não houve maiores transtornos, mas à tarde algumas vias registraram acúmulo de água e falha na operação de semáforos, conforme o Ceic (Centro Integrado de Comando). A Defesa Civil municipal atendeu ocorrências na Vila Cruzeiro e a Secretaria de Meio Ambiente recebeu 12 chamados por quedas de galhos e árvores.
Os agentes de Defesa Civil auxiliaram em um incêndio em uma residência que, segundo testemunhas, foi provocado pela queda de um raio. O morador não estava e vizinhos entraram no local para salvar seus pertences. Um homem inalou fumaça e foi encaminhado ao Pronto Atendimento Cruzeiro do Sul. A casa teve queima parcial e o morador ficará alojado com vizinhos. Foram doados um colchão, dois cobertores, roupas e cesta básica. Outro atendimento no bairro foi o alagamento do primeiro piso de um sobrado. Nesse caso, não há desalojados. A chuva continua nos próximos dias, de acordo com os meteorologistas do Sistema Ceic-Metroclima. Por volta das 20h dessa quinta-feira, o sistema alertava que uma linha de tempestades que estava causando temporais e fortes rajadas de vento em municípios do Vale do Sinos avançava para a capital gaúcha, porém desviou e seguiu em direção a Gravataí.
Risco de enchente
As estações automáticas registraram em Porto Alegre, entre 0h e 17h dessa quinta-feira, grande volume de chuva nos bairros Tristeza (30,8 milímetros), Centro Histórico (26,8), Glória (24,6), Sarandi (25,8), São João (22,2) e Lomba do Pinheiro (19,9). Apesar das precipitações, o Rio Guaíba vem escoando bem e não há risco de enchentes na cidade.
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