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Política “A democracia não pode ser questionada da forma como vem sendo”, diz presidente do Senado

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"Precisamos evitar o radicalismo e o extremismo e buscar o diálogo", declarou Pacheco

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
Presidente do Senado diz que indicação para vaga no Supremo Tribunal Federal "é algo que precisa ser resolvido". (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), disse nesta quarta-feira (18) que a democracia no Brasil “não pode ser questionada da forma como vem sendo” nos últimos dias. Pacheco deu a declaração após se reunir, no STF (Supremo Tribunal Federal), com o presidente da Corte, ministro Luiz Fux.

“Nós precisamos de uma pauta propositiva, e o ambiente dessa pauta propositiva é a democracia. A democracia não pode ser questionada da forma como vem sendo questionada no País”, afirmou o senador.

A reunião de Pacheco com Fux teve o objetivo de discutir soluções para a crise entre os Poderes, em especial o desgaste do Judiciário com o Executivo, que se intensificou após críticas do presidente Jair Bolsonaro ao STF e ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Bolsonaro chegou a dizer que vai pedir ao Senado o impeachment dos ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes.

Na saída do encontro com Fux, Pacheco afirmou também que o radicalismo e o extremismo são ruins para o País e para a democracia. “Concordamos que o radicalismo e o extremismo são muito ruins para o Brasil e são capazes de destruir a democracia. Precisamos evitar o radicalismo e o extremismo e buscar o diálogo”, declarou.

Para Pacheco, o País precisa de pacificação, e o exemplo deve partir dos “homens públicos que estão em Brasília”.

Pedidos de impeachment

Questionado sobre os eventuais pedidos de impeachment de Barroso e Moraes, Pacheco disse que não vê nisso a solução para a crise institucional.  “Eu sou contrário à utilização do impeachment como solução do problema. A solução do problema institucional para a crise que temos hoje se dá a partir da maturidade dos homens públicos para sentarem à mesa e conversarem”, concluiu o presidente do Senado.

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