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Política Direita passa a sinalizar a possibilidade de chegar pulverizada à eleição para a Presidência da República em 2026

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Reação a Trump amplia racha de aliados de Bolsonaro, enquanto esquerda se une a Lula. (Foto: Reprodução de vídeo)

A direita passou a sinalizar, em público e nos bastidores, a possibilidade de chegar pulverizada à eleição para a Presidência em 2026 e fracassar na tentativa de unificação, como prega parte dos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As reações no segmento à taxação de 50% aos produtos brasileiros anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçaram a percepção de que mais de uma candidatura pode se colocar para o primeiro turno. No segundo, contudo, a expectativa é de aglutinação em torno do nome que se classificar para um embate que é projetado contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A lista de presidenciáveis da direita e da centro-direita inclui hoje cinco governadores – Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ronaldo Caiado (União-GO), Ratinho Jr. (PSD-PR), Romeu Zema (Novo-MG) e Eduardo Leite (PSD-RS) – e familiares de Bolsonaro, com o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) à frente.

A indefinição do ex-presidente, que está inelegível até 2030 e posterga o apoio a um sucessor enquanto é julgado por tentativa de golpe de Estado no Supremo Tribunal Federal (STF), é um fator que potencializa movimentações isoladas dos pré-candidatos, embora eles busquem manter laços com Bolsonaro. Os mais alinhados defendem em público que ele possa concorrer.

Tarcísio, que oficialmente se apresenta como pré-candidato à reeleição, é visto no grupo como o nome mais provável de ser ungido por Bolsonaro e aquele que conseguiria articular um consenso, resultando em desistências. No entanto, ficou explícita na última semana a oposição de Eduardo ao nome do governador de São Paulo, em meio à busca de discurso para evitar desgastes eleitorais com a ameaça de retaliação de Trump ao Brasil e as consequências econômicas.

Eduardo x Tarcísio

O deputado, apontado como maior responsável por influenciar a decisão americana, reagiu com contrariedade à iniciativa de Tarcísio de procurar a embaixada para negociar a revisão da taxação. Após reunião do governador com a diplomacia, Eduardo foi às redes dizer que a prioridade é pressionar o Brasil a adotar “anistia ampla, geral e irrestrita” e repudiou “qualquer tentativa de acordo sem um primeiro passo do regime [brasileiro] em direção a uma democracia”.

Nos bastidores, Eduardo já vinha se articulando para demover o pai da possibilidade de apoiar Tarcísio, mencionando o risco de entregar o capital político da família a um aliado externo. Sua tentativa era a de se contrapor aos apelos de líderes do Centrão e de setores econômicos que pressionam Bolsonaro a optar pelo governador. A repercussão da ofensiva de Trump será decisiva para Eduardo, já que falta clareza ainda sobre como ficará a avaliação dele na opinião pública após ter instigado a pressão dos EUA ao Judiciário brasileiro em favor do ex-presidente.

O episódio com Trump vem sendo explorado por Lula, com a bandeira da soberania nacional e a atribuição de culpa ao lado rival pelos possíveis efeitos negativos. Um dos principais alvejados pelo PT foi Tarcísio, que nas semanas anteriores vinha se firmando como o provável adversário de Lula. Aliados do governador sustentam que ele só irá para a disputa se receber “um chamado” de Bolsonaro, mas se somará, de qualquer forma, aos esforços para que o antipetismo seja a corrente vitoriosa em 2026.

Fragmentação

Segundo dirigentes partidários e estrategistas envolvidos nas pré-campanhas da direita, o risco de fragmentação se ampliou após a tarifa, uma vez que os governadores tiveram que calibrar os discursos. O tom geral, num primeiro momento, foi o de responsabilizar a política externa de Lula e o STF pela decisão de Trump. Mas Zema, por exemplo, falou depois em “medida errada e injusta” dos EUA.

Aliados do mineiro, sob reserva, dizem que a tendência dele é se lançar “em qualquer circunstância” e que uma unificação será “difícil”.

Há uma leitura de que Zema e Caiado, que vão concluir o segundo mandato em seus Estados, não têm nada a perder com a candidatura nacional. O goiano declara abertamente que só recuará se Bolsonaro recuperar os direitos e puder concorrer, situação pouco provável. Caiado é o único que lançou uma pré-candidatura, mas seu partido está dividido sobre o projeto. O governador disse, neste mês, que um primeiro turno com múltiplas candidaturas será um “momento do debate”, deixando a “convergência” para a etapa seguinte.

No caso do PSD, a participação no primeiro turno está condicionada a uma ausência de Tarcísio entre os competidores, segundo o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, que é secretário no governo paulista. Num cenário sem Tarcísio, o nome mais cotado para avançar entre os dois presidenciáveis da sigla é o de Ratinho. Ambos buscam ter postura moderada e antipolarização. (Com informações do Valor Econômico)

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3 Comentários
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Vanderlei Ochoa
17 de julho de 2025 11:07

Antigamente tínhamos uma direita direita. Hoje os da direita direita se aliaram aos marginais golpistas. Que aberração essa direita golpista.

Jean Carlo Mantelli
17 de julho de 2025 16:29

Digamos tínhamos uma direita moderada que
debatia alguma coisa depois disso foi engolida pela extrema direita golpista disfarçada de cidadão de bem kkkk

Vanderlei Stefani
17 de julho de 2025 20:05

Extrema direita é um saco de Gatos

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