Sexta-feira, 12 de junho de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Mundo A distribuição desigual de imunizantes vai permitir contágios e mutações do coronavírus pelo mundo

Compartilhe esta notícia:

Andrea Taylor lidera um projeto de pesquisa sobre distribuição global de vacinas (Foto: Andrea Taylor/Arquivo Pessoal)

A corrida global por uma vacina contra o coronavírus foi provavelmente uma das mais decisivas e frenéticas de nosso tempo. Em menos de um ano, companhias farmacêuticas, governos, centros de pesquisa e empresas afins de todo o mundo se uniram e materializaram imunizantes capazes de conter as infecções e mortes e tirar o mundo do isolamento.

Mas agora que as autoridades sanitárias de muitos países estão se esforçando para administrar o maior número possível de doses, surgem alertas de que a forma com que as vacinas estão sendo distribuídas representa outro grave perigo para a saúde pública mundial, como apontou um estudo da Universidade Duke, nos Estados Unidos, que se tornou referência no assunto.

Isso porque os países mais ricos já compraram a maior quantidade de vacinas que serão produzidas neste ano, enquanto os mais pobres não terão doses para aplicar nem em suas populações mais vulneráveis. Estima-se que cerca de 90% das pessoas em quase 70 países de baixa renda terão poucas chances de serem vacinadas em 2021.

Especialistas temem que, se tudo continuar como está, o vírus pode continuar a sofrer mutações, tornar as vacinas atuais menos eficazes e produzir consequências econômicas, políticas e morais devastadoras, como alerta Andrea Taylor, diretora de pesquisas no Centro de Inovação em Saúde Global da Duke, que monitora a distribuição de vacinas em todo o mundo.

O projeto, denominado Launch and Scale Speedometer, analisa dados globais sobre vacinas e terapias para combater a pandemia e seus resultados servem de alerta para políticos, acadêmicos e especialistas em saúde pública.

“Descobrimos que os países ricos compraram a maior parte das vacinas contra a Covid-19, enquanto os mais pobres lutam para obter vacinas suficientes para cobrir até mesmo suas populações mais vulneráveis. Identificamos essas lacunas pela primeira vez em outubro de 2020 e ela ainda permanece, o que é muito preocupante”, afirma Andrea.

De acordo com a diretora do centro de inovação, os países ricos alavancaram seu poder de compra e investimentos no desenvolvimento de vacinas para conseguir um assento na primeira fila, e depois compraram a maioria das vacinas antes dos outros países. Os países de alta renda têm 16% da população mundial, mas atualmente respondem por 60% das doses de vacina que foram vendidas.

“Como a capacidade de manufatura global é limitada, isso deixa menos doses disponíveis para todos os outros, pelo menos no curto prazo”, ressalta Andrea.

Para a pesquisadora, a distribuição desigual de vacinas é perigosa para todos. Os resultados podem ser catastróficos tanto para a saúde quanto na economia. Isso causará muito mais mortes em todo o mundo, especialmente entre nossos vizinhos mais vulneráveis. Mas também significa que o vírus continuará a se espalhar e sofrer mutações, aumentando o risco de que nossas vacinas não combatam efetivamente as novas cepas. Se os países ricos vacinarem suas populações, enquanto permitem que o vírus se espalhe para outros lugares, eles podem descobrir que não estão protegidos das cepas que surgirem”, complementa.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Mundo

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Inundações deixam mortos na Índia após barragem ser atingida por parte de geleira que rompeu no Himalaia
Povoado indígena do México recusa vacinar-se contra o coronavírus
Pode te interessar