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Flavio Pereira A dívida do Estado com a União e o impeachment de ministros do STF ganham destaque no debate dos pré-candidatos ao Senado

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Presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, recebeu ontem os pré-candidatos gaúchos ao Senado. (Foto: Carlos Macedo/Divulgação)

A repactuação da dívida do Estado com a União e o impeachment de ministros do Superior Tribunal Federal (STF) foram alguns temas que ganharam destaque no debate dos pré-candidatos ao Senado, ontem, na Fecomércio-RS. Ao dar as boas-vindas aos oito pré-candidatos ao Senado ontem, em mais uma edição do Fecomércio Debate, o presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac e Ifep, Luiz Carlos Bohn, mencionou o compromisso com o diálogo, a democracia, a diversidade de ideias e a informação qualificada. O dirigente da Fecomércio destacou a importância do debate com os pré-candidatos, lembrando que “o Senado Federal exerce um papel decisivo, analisando leis, reformas e decisões que afetam diretamente a economia, o ambiente de negócios, a segurança jurídica e o equilíbrio entre os poderes. Por isso, é fundamental que a sociedade conheça as propostas de quem pretende representar lá o nosso Estado pelos próximos oito anos”.

Ao final, Luiz Carlos Bohn destacou a Cartilha de Propostas elaborada em conjunto pela Fecomércio-RS com a CNC (Confederação Nacional do Comércio, Bens e Serviços), entregue a cada um dos pré-candidatos, com as agendas de desenvolvimento construídas a partir da realidade econômica brasileira.

Repactuação da dívida com a União e impeachment de ministros do STF tiveram destaque

Em blocos com espaços idênticos, cada um dos pré-candidatos teve a oportunidade de responder sobre temas da pauta da Fecomércio. O fato de o Senado Federal ter o poder de abrir processos por crimes de responsabilidade, que podem resultar no impeachment do presidente da República e dos ministros do STF, fez com que esse tema fosse recorrente na fala dos pré-candidatos. Porém, ganharam destaque entre os temas debatidos a reforma tributária e a criação do IVA (Imposto sobre Valor Agregado), a repactuação da dívida do Estado com a União, o incentivo ao ambiente de negócios e à geração de empregos, as mudanças no sistema tributário e o fim da escala 6×1. Estiveram presentes Frederico Antunes (PSD), Germano Rigotto (MDB), Manuela D’Ávila (Psol), Marcel Van Hattem (Novo), Milton Cardoso (PSDB), Paulo Pimenta (PT), Renato Jaguarão (Cidadania) e Ubiratan Sanderson (PL).

Previsão do Governo Federal: gasto de R$ 3 trilhões e arrecadação de impostos de R$ 2,2 trilhões

Os números são implacáveis em relação à gastança do governo Lula, informa o jornalista Claudio Humberto. Segundo o Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União, o governo projeta gastar pelo menos R$ 22,6 bilhões a mais do que pode, em 2026. Os números apontam que o governo Lula espera tomar dos pagadores de impostos R$ 6,34 trilhões, enquanto sabe que vai gastar R$ 6,36 trilhões.

Redução de eleitores pode diminuir número de deputados estaduais e federais do RS

Os dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral sobre o eleitorado poderão significar, no futuro, a redução da representação política do Estado. Segundo os números oficiais, o total de eleitores da Região Sul cresceu 1,34%, saltando de 22.558.759 para 22.861.012 pessoas, o que significa um incremento de 302.253 novos eleitores.

No Paraná, o número de cidadãos aptos a votar cresceu 1,57%. Em Santa Catarina, cresceu 4,30%. Mas, no Rio Grande do Sul, o fenômeno foi inverso. Em 2022, os gaúchos tinham 8.593.469 eleitores, número que recuou para 8.526.233 em 2026. Esse número representa uma redução absoluta de 67.236 (0,78%) votantes no Estado. Como as representações na Câmara dos Deputados e nas assembleias legislativas tomam por base o número de eleitores, o Rio Grande do Sul corre o risco de, no futuro, ter, em Brasília, um menor número de deputados federais – atualmente são 31 – e de deputados estaduais, que atualmente são 55.

PDT é o primeiro partido a anunciar apoio oficial a Lula

O PDT é o primeiro partido a oficializar apoio à reeleição do presidente Lula (PT) nas eleições de outubro. A confirmação se deu ontem (20), durante a convenção nacional do PDT, em Brasília. O presidente do PDT e ex-ministro Carlos Lupi – afastado do governo no início do escândalo do roubo dos aposentados – anunciou o apoio oficial a Lula, que falou no evento, agradeceu o apoio recebido pela legenda trabalhista e afirmou que a defesa da soberania nacional e da democracia será uma de suas prioridades para a campanha. “Estou mais preparado do que quando tinha 57 anos e fui eleito pela primeira vez”, destacou. A convenção nacional do PT está marcada para 2 de agosto.

TRE gaúcho apresentou o “Compromisso pela Democracia e Integridade para as Eleições Gerais de 2026”

O Tribunal Regional Eleitoral gaúcho obteve ontem o apoio dos partidos políticos com atuação no Rio Grande do Sul, do Ministério Público Eleitoral e da Ordem dos Advogados do Brasil — Seccional do Rio Grande do Sul ao “Compromisso pela Democracia e Integridade para as Eleições Gerais de 2026”. O ato teve a presença da presidente do TRE-RS, desembargadora Maria de Lourdes Braccini de Gonzalez; do vice-presidente e corregedor, Antônio Maria Iserhard; do procurador regional eleitoral, Cláudio Fontella; da secretária-geral adjunta da OAB/RS, Regina Pereira Soares; e da diretora-geral da instituição eleitoral, Ana Gabriela Veiga.

“O ato representa a escolha institucional de afirmar publicamente que a democracia exige compromisso permanente de todos aqueles que participam da vida pública”, afirmou a presidente do TRE-RS, que condenou a manipulação e a desinformação. Também reafirmou “o repúdio contra a violência política que pode se manifestar por meio do discurso de ódio”.

Preocupado com ameaças, Renan Santos antecipa candidatura a presidente da República

A candidatura de Renan Santos à Presidência da República foi oficializada nessa segunda-feira (20) pelo partido Missão, após a antecipação da convenção nacional da legenda. A mudança de data ocorreu por razões de segurança, motivada por relatos de ameaças e intimidações atribuídas a facções criminosas no Ceará, em São Paulo e no Rio de Janeiro. O objetivo da alteração foi garantir o apoio da Polícia Federal durante o lançamento público da campanha, mantido para o dia 1º de agosto, ocasião em que será apresentado o plano de diretrizes do partido.

Como está a disputa ao Senado no DF

Levantamento do Paraná Pesquisas para o Senado no Distrito Federal, divulgado ontem (20), mostra que, no cenário estimulado, Leila do Vôlei (PDT) lidera com 39,2%, seguida por Michelle Bolsonaro (PL), com 36%. Erika Kokay (PT) aparece com 28,4%, enquanto Bia Kicis (PL) registra 18,3%. (Por Flavio Pereira – Instagram: @flaviorrpereira)

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