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Tecnologia A empresa sensação do Vale do Silício foi acusada de fraude

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Holmes tinha 19 anos quando lançou, em 2003, a Theranos, uma empresa que prometia diagnósticos mais rápidos e baratos. (Foto: Reprodução)

Diretores da empresa biotecnológica Theranos, que garantiam ter revolucionado os exames de sangue, desenvolveram, na realidade, uma sofisticada fraude, que lhes permitiu enganar investidores, disse nessa quarta-feira  a Comissão de Títulos e Câmbio dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês).

Segundo a autoridade, a Theranos, sua diretora-fundadora, Elizabeth Holmes, e seu ex-presidente, Ramesh Balwani, arrecadaram “mais de 700 milhões de dólares de investidores através de uma fraude elaborada que durou vários anos, durante os quais exageraram ou mentiram sobre a tecnologia, o negócio e o desempenho financeiro da empresa”.

Holmes tinha 19 anos quando lançou, em 2003, a Theranos, uma empresa que prometia diagnósticos mais rápidos e baratos que os de laboratórios tradicionais dos Estados Unidos, graças a métodos apresentados como revolucionários, que permitiam realizar diversos testes com uma pequena quantidade de sangue.

Mas, no fim de 2015, uma série de reportagens do Wall Street Journal lançou dúvidas sobre a veracidade dessas informações. Meses mais tarde, o Departamento de Saúde também expressou sua reserva.

Na prática, afirma a SEC em sua nota divulgada nesta quarta, o sistema divulgado pela Theranos “permitia apenas realizar uma pequena quantidade de testes, e a empresa fazia a grande maioria deles com outros dispositivos, fabricados por outras empresas”.

Holmes, que aceitou pagar uma multa de 500 mil dólares, deve ceder o controle da empresa e não poderá dirigir nenhuma outra companhia na Bolsa durante 10 anos. Ela também terá que devolver milhões de ações da Theranos, que chegaram a ser avaliada em bilhões de dólares.

A estrela

Nem sempre a vida de Elizabeth foi tão difícil. Quando começou aparecer na imprensa em 2013, repentinamente, tornou-se uma estrela. A proposta inovadora da empresa só rendia elogios. A imprensa internacional especializada em negócios e empreendedorismo se referia a Elizabeth como “o próximo Steve Jobs” – e quase sempre em letras garrafais.

Elizabeth Holmes era firme ao repetir: queria revolucionar a medicina. A ideia era fazer centenas de exames com o mínimo de recursos possível e por um preço acessível a maioria das pessoas. Nada de agulhas, só uma picadinha no dedo. Nada de vários tubos de sangue, somente algumas gotas.

Mas depois de uma série de acusações de que seus testes não eram precisos e de que a empresa trapaceava na hora de mandar seus resultados para agências reguladoras, a empresa de Elizabeth perdeu a credibilidade. Desde então, a SEC vem investigando o caso.

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