Terça-feira, 26 de maio de 2026

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Armando Burd A era do cofre fechado

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Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Chegou ao final a primeira campanha do dinheiro curto. Empresas não doam, investem, como comprovam os inúmeros escândalos de corrupção. Sem o uso do mecanismo sórdido, diminuem as trocas fisiológicas com os eleitores, comuns até 2014.

NÃO FICARÃO IMPUNES
Os casos denunciados de doações ilegais serão investigados. Em caso de comprovação, os candidatos terão os votos anulados.

QUEM DECIDIU
A 17 de setembro de 2015, o Supremo Tribunal Federal decidiu, por 8 votos a 3, declarar inconstitucionais as normas que permitiam a empresas doar em campanhas eleitorais.

A FAVOR E CONTRA
O Senado, a 2 de setembro do ano passado, tinha aprovado o fim do financiamento por empresas. Na Câmara dos Deputados, três meses antes, a manutenção de todas as formas de doações obteve 330 votos contra 141.

NA RETA FINAL
Sebastião Melo, Nelson Marchezan e Luciana Genro escolheram o Centro da cidade para pedir votos ontem. Raul Pont ficou no Parque Farroupilha. Mauricio Dziedricki percorreu bairros.

DISTANTE DO PROBLEMA
A campanha se encerrou sem que o orçamento da Prefeitura de Porto Alegre para 2018 fosse examinado publicamente pelos candidatos. Assim é fácil prometer e difícil cumprir.

PARA CONFERIR
A votação paralela começou ontem pela manhã no auditório do Tribunal Regional Eleitoral para testar a segurança na captação e contagem do voto pela urna eletrônica. O processo simula a votação oficial.

EXISTEM OUTROS ALVOS
Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos pediu às autoridades brasileiras que garantam clima pacífico na disputa municipal. Seria mais útil que direcionasse sua disposição e energia para conter o morticínio na Síria, por exemplo.

DAQUI TRÊS MESES
O muitos prefeitos, de Norte a Sul do País, enfrentarão a partir de 1º de janeiro: desperdício, falta de ética e eficiência na gestão, além da noção do bem comum, pouco dinheiro e máquinas administrativas emperradas.

SEM ATRELAMENTOS
Michel Temer desembarcará amanhã em Buenos Aires, onde ficará por cinco horas. No encontro com o presidente Mauricio Macri, cardápio variado: política, comércio, investimentos e defesa. O bolivarianismo não será servido nem como sobremesa.

RÁPIDAS
* A partir de amanhã, profissionais que prestaram serviços em campanhas começarão a se mexer para cobrar dívidas. Luta quase perdida.

* Ao contrário do que se previa, a crise ética nacional ficou distante da campanha.

* A eleição municipal é uma porta aberta para o debate. Por estarem mais próximos, os escolhidos poderão se submeter à cobrança das promessas.

* Marina Silva testa hoje a capacidade de transferir votos. Os candidatos a prefeituras pela Rede Sustentabilidade não despontaram nas pesquisas.

* Há 39 países em que doações de empresas em campanhas eleitorais são proibidas. Na lista, França, Portugal, México, Canadá, Peru, Colômbia e Egito.

* Hoje é dia do pedido de voto ao pé do ouvido.

* Deu no jornal: “Ampliada venda de medicamentos sem receita”. Abrange calmantes, cuja venda cresce em dia de eleição.

* Sai pesquisa, entra voto. Alguns segundos no silêncio da cabine e pronto. O futuro estará traçado.

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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