Quinta-feira, 22 de Outubro de 2020

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Mundo A Espanha isolou 850 mil pessoas para tentar conter uma segunda onda de contágio de coronavírus

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Casos de coronavírus na França tem número recorde enquanto o governo espanhol pede o bloqueio de Madri. (Foto: Reprodução)

Mais de 850 mil moradores de Madri, capital da Espanha, e de sua região metropolitana não podem deixar seus bairros desde essa segunda-feira (21) a não ser por motivos essenciais como trabalhar, ir ao médico ou levar filhos à escola por causa da pandemia de Covid-19.

As restrições de circulação, previstas para durar duas semanas, atingem oito bairros, principalmente os mais pobres e que concentram boa parte de imigrantes. O descumprimento das regras será punido com multas de pelo menos € 600 (cerca de R$ 3.800).

A medida tenta conter uma nova onda do coronavírus, que já matou mais de 30 mil pessoas no país, de acordo com levantamento da universidade americana Johns Hopkins.

Madri se tornou o epicentro dos contágios na Europa, com uma taxa de infecção de cerca de 682 casos por 100 mil habitantes em duas semanas. Isso equivale a quase três vezes a média nacional, que é de 267,8.

O jornal “El País” conta que o mês de junho foi “tranquilo” em Madri em relação à pandemia. Em julho, os casos começaram a reaparecer enquanto as cidades ficavam mais vazias por causa das férias de verão (no hemisfério norte). “Em agosto, o vírus reapareceu e multiplicou a sua incidência por 15. Nas primeiras semanas de setembro, o ritmo se manteve e em toda a área metropolitana supera os 530 casos por 100 mil habitantes”, descreve o jornal.

Áreas periféricas

As áreas afetadas pelas novas medidas sanitárias localizam-se principalmente no Sul da capital espanhola e na região da Grande Madri, onde a precariedade é maior do que em outras localidades.

A falta de recursos econômicos faz com que muitas famílias, compostas principalmente por migrantes, sejam obrigadas a compartilhar pequenos espaços nesses bairros populares, o que favorece a propagação do vírus. Esses grupos também costumam utilizar transporte público, o que aumenta o risco de contaminação.

A prefeita de Madri, Isabel Díaz Ayuso, explicou que “é permitida a circulação dentro destes perímetros, mas as reuniões privadas terão de ser reduzidas a seis pessoas e a atividade em parques e jardins está suspensa até novo aviso”.

Na semana passada, Ayuso foi criticada por dizer que “o estilo de vida do imigrante” foi parcialmente responsável pelo forte aumento nos casos de contaminação nessas regiões.

Nova Zelândia

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, anunciou nessa segunda a flexibilização das medidas impostas para conter a propagação do coronavírus em Auckland, a cidade mais populosa do país, depois de um surto detectado em meados de agosto e que supostamente permanece “sob controle”.

As autoridades permitirão encontros sociais com até 100 pessoas, embora obrigue seus 1,7 milhão de habitantes a usar máscaras no transporte público, mantendo o nível de alerta 2.

“Se continuarmos no caminho [correto], consideraremos alterar o nível de alerta [para um mais baixo] a partir de 7 de outubro”, disse Ardern em uma entrevista coletiva em Auckland no dia em que a Nova Zelândia não registrou novos casos de covid-19.

Ardern ressaltou que o vírus está “sob controle”, uma vez que nenhum novo caso local foi registrado durante sete dias durante esta segunda onda de coronavírus, que segundo especialistas começou com casos importados.

A premiê indicou que os relatórios de saúde sugerem que há uma “chance de 50-50” de que a Nova Zelândia supostamente elimine o coronavírus pela segunda vez no final do mês, como fez no início de junho.

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