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Mundo A Espanha vai vacinar primeiro os idosos e os funcionários de lares de repouso contra o coronavírus

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Dados de cidadãos cadastrados ficarão sob sigilo mas serão compartilhados com governos de países da União Europeia. (Foto: Reprodução)

A Espanha vacinará primeiro as pessoas que vivem e trabalham em lares de idosos, um grupo duramente afetado pela pandemia de coronavírus, segundo um plano anunciado nesta terça-feira (24) pelo governo.

De acordo com esse plano, as vacinas começarão a ser distribuídas em janeiro, a depender de sua autorização, e à medida que aumentam os estoques, grupos mais vulneráveis serão imunizados, como pessoal da saúde e pessoas dependentes.

“Na primeira etapa vamos focar nas pessoas mais vulneráveis, esse seria um grupo de cerca de 2,5 milhões de pessoas”, disse o ministro da Saúde, Salvador Illa, em entrevista coletiva. “Será uma vacina gratuita que será administrada através do sistema nacional de saúde” e a sua aplicação “será voluntária”, afirmou o ministro.

O governo não divulgou um número oficial, mas de acordo com um esboço de um grupo de trabalho sobre esses centros publicado pelo jornal El País, entre março e junho mais de 20 mil pessoas morreram em lares para idosos e deficientes, número que inclui casos comprovados de covid-19 e falecidos com sintomas compatíveis.

Em algumas regiões, como a da capital, Madri, os tribunais estão processando denúncias de suposta má administração de lares de idosos.

O plano de vacinação visa imunizar “uma parte muito significativa da população” durante o primeiro semestre de 2021, segundo o presidente do governo, o socialista Pedro Sánchez. A Espanha terá doses suficientes durante 2021 para vacinar toda a sua população de 47 milhões de pessoas, explicou o ministro Illa.

Oficialmente, a Espanha registrou quase 1,6 milhão de casos e mais de 43 mil mortes, mas este último número inclui apenas as mortes por covid-19 confirmadas.

Rei em quarentena

O rei Felipe VI da Espanha está em quarentena após entrar em contato com uma pessoa infectada com a covid-19, anunciou a Casa Real na última segunda-feira (23).

“O Rei teve conhecimento de uma pessoa com quem teve contato próximo ontem [domingo] que testou positivo para a covid-19 hoje [segunda]. Seguindo as normas sanitárias, a partir de agora ele vai manter o período de quarentena obrigatória de dez dias e todas as atividades oficiais foram suspensas”, anunciou o Palácio em um comunicado.

A Rainha Letizia, a Princesa Leonor e a Infanta Sofia “podem continuar as suas atividades normalmente”, acrescentou o comunicado oficial.

A herdeira do trono, Leonor, ficou em quarentena por duas semanas em meados de setembro após a detecção de um contágio entre seus colegas de escola.

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