Sábado, 05 de Dezembro de 2020

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Mundo A Europa vê o coronavírus em disparada e alerta para meses difíceis

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Vários países relataram aumentos recordes, com destaque para a França. (Foto: Reprodução)

Líderes europeus alertaram para meses difíceis pela frente agora que a pandemia ressurgente de covid-19 forçou as autoridades a imporem novas restrições para tentar conter a proliferação da doença.

A divulgação de que uma vacina sendo desenvolvida pela Universidade de Oxford e a AstraZeneca provocou reações imunológicas em pessoas idosas e jovens foi uma notícia positiva, mas o secretário da Saúde britânico, Matt Hancock, avisou que nenhuma vacina estará disponível antes do ano que vem, dizendo que “ainda não chegamos lá”.

Em outras partes, o quadro é invariavelmente sombrio. Vários países relataram aumentos recordes, com destaque para a França, que registrou mais de 50 mil casos diários pela primeira vez no domingo (25), e o continente ultrapassou o patamar de 250 mil mortes.

Os governos estão desesperados para evitar os lockdowns que contiveram a doença no início do ano à custa da desativação de suas economias inteiras, mas o crescimento constante de casos novos os obriga a endurecer os controles continuamente.

“Teremos meses muito, muito difíceis pela frente”, disse a chanceler alemã, Angela Merkel, em uma reunião de líderes de sua União Democrata-Cristã (CDU), de acordo com o diário Bild.

Embora a Alemanha esteja se saindo relativamente bem quando comparada com outros países da Europa, também testemunha uma disparada de casos, e o índice de ambiente de negócios Ifo, que é acompanhado atentamente, caiu nesta segunda-feira (26), refletindo as preocupações com o vírus.

O desalento causado pelo ressurgimento do vírus afetou os mercados financeiros, onde os preços do petróleo caíram devido aos temores de outro recuo na demanda, e os mercados de ações também caíram.

Na Espanha, que já teve mais de 1 milhão de casos da doença, o primeiro-ministro, Pedro Sánchez, alertou que o país está enfrentando uma situação “extrema” ao anunciar um novo estado de emergência, impondo toques de recolher noturnos localizados e proibindo viagens entre regiões em alguns casos.

A Itália, o país mais afetado no continente nos estágios inicias da crise, em março, também impôs novas restrições, ordenando que restaurantes e bares fechem a partir das 18h, interditando cinemas e academias de ginástica e adotando toques de recolher localizados em várias regiões.

Os hospitais da Bélgica podem ficar sem leitos de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) em 2 semanas se o número de internações continuar a aumentar no ritmo atual, afirmou o porta-voz do Ministério da Saúde do país, Yves Van Laethem. Em meio ao avanço da segunda onda de infecções do novo coronavírus na Europa, o país vê o número de pacientes em unidades de terapia intensiva dobrar a cada oito dias.

“Até o final da semana, devemos ultrapassar a marca de mil pacientes em terapia intensiva”, afirmou Van Laethem. “Se a curva não mudar com o nosso comportamento, devemos atingir 2 mil pacientes em terapia intensiva em duas semanas, nossa capacidade máxima”.

O país de 11 milhões de habitantes tem a segunda maior taxa de infecção da Europa, atrás somente da República Tcheca, onde os novos casos de covid dobram a cada 13 dias.

Na última terça-feira (20), a Bélgica bateu recorde de infectados: mais de 18 mil, quase 10 vezes o valor do pico da primeira onda da pandemia.

A região de Bruxelas ordenou no sábado (24) o fechamento de todas as instalações esportivas e culturais. Um toque de recolher mais duro passou a vigorar nesta segunda.

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