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Notícias O parque da Expointer começa a receber nesta segunda-feira os animais para inspeção sanitária

Maior feira do agronegócio na América Latina será realizada de 24 de agosto a 1º de setembro. (Foto: Divulgação/Expointer)

Os animais inscritos para a 42ª Expointer, a maior feira do agronegócio na América Latina, começaram a chegar na madrugada desta segunda-feira (19) ao Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (Região Metropolitana de Porto Alegre) para recepção e inspeção. Neste ano, a abertura dos trabalhos será celebrada com uma rodada de café de cambona (ou de tropeiro) oferecido pela prefeitura de São Nicolau.

O governador Eduardo Leite e o secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Covatti Filho, participarão do evento, com entrada pelo portão 8 a partir das 6h. A entrada dos animais de argola (que serão submetidos a julgamento) tem como prazo final o final da noite de sexta-feira, véspera do início da Expointer. Já os de prova e rústicos poderão ingressar durante todo o período da feira (24 de agosto a 1º de setembro), desde que tenham sido previamente inscritos.

Todos os animais que participam da Expointer são inspecionados pelo serviço veterinário oficial, que conta com um continente superior a 100 profissionais, entre veterinários e quadro técnico. “O nosso objetivo é zelar pela boa sanidade de absolutamente todos os animais participantes”, ressalta Covatti Filho.

Além da GTA (Guia de Trânsito Animal), os proprietários devem apresentar aos examinadores uma série de documentos sanitários referentes a cada espécie. Os animais só podem entrar no parque de Esteio após a verificação dos itens exigidos e da inspeção clínica concluída.

Além dos julgamentos e leilões de animais, a Expointer terá em sua programação o desfile dos campeões, palestras técnicas, feira da agricultura familiar e espetáculos artísticos, entre outras atrações.

Números

Ao todo, a 42ª Expointer contará com 3.975 animais de argola, quantidade 6,36% abaixo da registrada na edição anterior. De acordo com o governo do Rio Grande do Sul, essa redução foi causada pela queda de 76% nas inscrições de pássaros ornamentais.

O setor de bovinos leiteiros, um dos que concentram os maiores volumes de negócios, teve aumento de 17,66% no número de animais, passando de 334 em 2018 para 393 neste ano (quatro raças). Já o total de inscrições de ovinos apresentou uma expansão de 10,3%, sibindo de 709 para 782 exemplares (19 raças).

“O aumento no número de inscrições nesses dois segmentos indica otimismo dos produtores e boas expectativas de negócios”, garante o titular da Seapdr (Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural), Covatti Filho.

No segmento de equinos, houve redução de 6,32% no número de inscritos, que passou de 918 no ano passado para 860 nesta edição da feira. O veterinário responsável pela setor de Exposições e Feiras da Secretaria da Agricultura, Paulo Andre Santos Coelho de Souza, ressalva que a oscilação é considerada natural:

“Algumas provas tradicionais para o cavalo crioulo, por exemplo, não vão ocorrer nesta edição. Também temos a coincidência de provas fora do Rio Grande do Sul na mesma época da Expointer. Isso já aconteceu em outras edições da feira, sem influenciar nos resultados finais”.

Novidades

Dentre as novidades desta edição está a primeira participação da raça gypsy horse. Originária da Irlanda e associada aos povos ciganos, a raça de equinos não entrará nos julgamentos, mas marcará presença com apresentações ao público. Entre os bovinos de corte, a Expointer de 2019 contará com o retorno de animais das raças senepol e canchim.

As inscrições para os animais de argola se encerraram na segunda-feira passada. As associações de criadores têm ainda até o dia 10 de agosto para inscrever animais rústicos de prova e animais para leilão e comercialização. O número total de animais inscritos para a Expointer deve crescer até o dia da feira.

Os animais poderão ser vistos em 19 locais específicos para julgamentos e nove locais de leilões. Para este ano, a expectativa da organização é manter os bons números de comercialização de animais. Em 2018, a cifra chegou a R$ 10,2 milhões. Além dos julgamentos e leilões de animais, o evento terá em sua programação o desfile dos campeões, palestras técnicas, feira da agricultura familiar e espetáculos artísticos, entre várias outras atrações.

(Marcello Campos)

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