Segunda-feira, 13 de Julho de 2020

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Economia A exportação de soja do Brasil em janeiro cresceu 56%

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Presidente da Farsul explica que Plano Sfra 2019/2020 foi feito dentro do possível. (Foto: Jonas Oliveira/Fotos Públicas)

As exportações de soja do Brasil somaram 2,3 milhões de toneladas em janeiro, aumento de 56% ante o volume do mesmo mês de 2018, ainda como reflexo da guerra comercial entre EUA e China, afirmou nesta quinta-feira (31) a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

Segundo a Anec, 95% do volume exportado este mês teve como destino a China, maior importador global. “Com a chegada antecipada da nova safra este ano, os embarques de soja devem se intensificar já no início do mês de fevereiro… encontram-se programadas para embarque aproximadamente 6 milhões de toneladas”, disse a associação.

O Brasil havia colhido até a semana passada pouco mais de 10% da safra de soja, segundo dados de analistas, que destacaram que os trabalhos estão adiantados após o tempo seco reduzir a produtividade em várias áreas.

Os embarques de milho em janeiro totalizaram 3 milhões de toneladas em janeiro, 22% abaixo do resultado de dezembro, mas 30% acima do mesmo período do ano passado.

“A tendência é que, já a partir do próximo mês, os embarques de milho diminuam, abrindo espaço para o escoamento da nova safra de soja. Com isso, os embarques de milho programados para o mês de fevereiro apontam para uma exportação de aproximadamente 1,2 milhões de toneladas”, acrescentou a associação.

Os dados da Anec confirmam reportagem da Reuters que apontou na semana passada que o Brasil exportaria em janeiro mais milho que soja pela primeira vez em um ano.

Margens menores

Os sojicultores do sudoeste de Goiás, principal área produtora do Estado, não descartam margens ainda menores na atual safra, uma vez que as perdas de produção em razão do tempo quente e seco devem limitar o volume disponível para negócios.

Produtores do país todo já previam margens mais enxutas neste ano por causa de custos mais altos com fertilizantes e fretes, por exemplo, mas a situação é considerada agora menos atrativa em virtude da retração na colheita.

“A redução de safra, por si só, já reduz a nossa margem”, resumiu o produtor João Carlos Ragagnin, que cultiva 8,2 mil hectares em Goiás e deve, segundo seus cálculos, registrar rendimentos de 5 a 10 por cento mais baixos no ciclo vigente.

Técnicos do Rally da Safra, organizado pela Agroconsult, estão nesta semana em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, analisando lavouras e conversando com produtores. Por ora, as produtividades observadas são díspares, tendendo a serem menores ante 2017/18.

A própria Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima uma redução de mais de 4 por cento na safra de soja de Goiás, o quarto maior produtor nacional da oleaginosa, após o clima adverso. A produtividade deve cair cerca de 7 por cento, segundo o governo.

“Acredito que a margem será muito pouca. O custo de produção (por hectare) é de 45 sacas. Daí você soma o arrendamento, que é de mais de 12 sacas. Então você precisa de pelo menos uma média de quase 60 sacas por hectare”, calculou George Zaiden, produtor que cultiva 4 mil hectares com soja no Estado e não detalhou seus rendimentos neste ano.

Entretanto, o Rally da Safra, acompanhado pela Reuters, já observou lavouras com produtividades em torno de 50 sacas por hectare tanto no sudoeste goiano quanto no norte de Mato Grosso do Sul.

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