Terça-feira, 24 de Novembro de 2020

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Marcas & Veículos Mercado automotivo: fusão da Fiat/Chrysler com Renault Nissan não está totalmente descartada

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Mike Manley, CEO da FCA. (Foto: FCA/Divulgação)

Mike Manley, CEO da FCA (Fiat Chrysler Automobiles) continua de espirito aberto em relação ao reatar de conversações para uma fusão com a Aliança Renault Nissan ou outro grupo, segundo o portal Auto+.

Sergio Marchionne queria muito, Mike Manley parece que também quer muito encontrar um casamento entre a FCA e alguém. E deixou isso bem claro ao dizer “estamos abertos a uma oportunidade. Não tenho dúvidas nenhumas que ainda existe uma centelha de interesse na fusão entre a FCA e a Renault.” E mais não disse, deixando no ar a ideia que está disposto a voltar a sentar-se á mesa com os franceses ou escutar novas ofertas.

É preciso lembrar que a FCA abandonou as conversações para uma fusão com a Renault que valeria 35 mil milhões de dólares, culpando os políticos franceses por terem torpedeado um negócio que criaria o terceiro maior grupo mundial.

Apesar de parecer que a FCA quer muito uma fusão, os excelentes resultados obtidos nos primeiros seis meses de 2019, colocaram algum gelo sobre essa pretensão, mas como referiu Mike Manley, a FCA está sempre aberta a escutar propostas.

Tentativas

Executivos da Nissan e da Renault estão tentando fechar um acordo para reformular sua aliança global, com líderes da montadora francesa buscando abrir caminhos para retomar negociações de fusão com a Fiat Chrysler Automobiles.

A Nissan quer que a Renault reduza sua participação de 43,4% na empresa automobilística japonesa, visando resolver antigas tensões entre as duas montadoras sobre a estrutura de sua aliança global.

Demissões

A Nissan anunciou no final de julho um corte de 12.500 funcionários em seis operações no mundo, em meio a um processo de reestruturação e queda das vendas. No primeiro trimestre do ano fiscal (abril a junho), o lucro líquido do grupo despencou 94,5%, para 6,4 bilhões de ienes (cerca de 52 milhões de euros), segundo balanço divulgado hoje.

As vendas globais da Nissan caíram 6% no primeiro trimestre do ano fiscal, para 1,23 milhão de unidades. Os emplacamentos da montadora recuaram na Europa, Ásia, América Latina, África e Oriente Médio. Na China, houve crescimento. Nos Estados Unidos, um importante mercado para a empresa, as vendas caíram 3,7%, para 365 mil unidades.

A montadora ainda vem tentando equilibrar o recuo das vendas com os altos investimentos necessários para desenvolver carros elétricos, segmento em que é uma das líderes no mundo.

“Para melhorar a taxa de utilização global, a Nissan reduzirá sua capacidade de produção global em 10% até o final do ano fiscal de 2022. Em consonância com as otimizações de produção, a empresa reduzirá o número de funcionários em cerca de 12.500”, disse em comunicado, sem informar quais unidades serão afetadas.

Além disso, a montadora informou que reduzirá o tamanho de sua linha de produtos em pelo menos 10% até o fim do ano fiscal de 2022, “a fim de melhorar a competitividade do produto, concentrando o investimento em modelos centrais globais e modelos regionais estratégicos”.O ex-CEO da companhia e um dos mentores do forte avanço do grupo no mundo, o brasileiro Carlos Ghosn, ainda enfrenta investigações por acusação de corrupção, o que vem atrapalhando até a aliança de longa data com a francesa Renault.

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