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Mundo A greve continua na França e impacta o transporte público do país

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Os dispositivos foram prometidos há mais de um ano pelo governo de Emmanuel Macron na luta contra o feminicídio. (Foto: Divulgação)

Após um dia de Natal marcado por protestos na França, as operações dos serviços de transporte público do país ainda estavam limitadas nesta quinta-feira (26). A mobilização chegou ao seu 22º dia – terceiro consecutivo – e é contra a reforma previdenciária proposta pelo governo do presidente Emmanuel Macron.

Segundo o jornal “Le Figaro”, o tráfego de trens de alta velocidade (TGV) melhorou em comparação com a quarta-feira (25), quando apenas uma pequena fração dos trens estavam operando. A esperança é que no final de semana poderão rodar três dos cinco TGVs.

Quanto ao metrô parisiense, de um total de 16 linhas, apenas duas estão operando normalmente. Uma delas leva ao aerporto de Paris-Orly e os trens não precisam de motoristas para conduzi-los.

Já em outras linhas, o serviço vem sendo operado severamente reduzido e limitado aos horários de pico da capital francesa.

Assim como nos dias anteriores, as rodovias francesas deverão novamente registrar longos engarrafamentos.

Os manifestantes exigem que o governo retire sua reforma, que aumenta a idade mínima de aposentadoria de 62 para 64 anos e universaliza o sistema previdenciário, que hoje conta com 42 regimes diferentes. Alguns deles, especialmente de servidores públicos, permitem a aposentadoria antes dos 62 anos de idade.

A proposta de Macron também prevê um piso de mil euros mensais no benefício de quem se aposentar com a idade mínima, e o valor crescerá confirma aumenta o tempo de contribuição do trabalhador.

Futura aposentadoria

O presidente da França, Emmanuel Macron, decidiu recusar a aposentadoria a que teria direito no fim de seu mandato com ex-chefe de Estado, confirmou no último sábado (21) o Palácio do Eliseu. A decisão ocorreu em meio a protestos e uma greve que paralisa o país há mais de duas semanas contra a proposta de reforma da Previdência anunciada pelo governo.

Macron, que completou 42 anos no sábado, se recusou a se beneficiar de uma lei de 1955 que estabeleceu que presidentes do país têm direito a receber uma aposentadoria vitalícia após deixar o cargo. O valor desta pensão é equivalente ao salário de um conselheiro estadual, cerca de 6,2 mil euros brutos por mês, aproximadamente R$ 28,2 mil.

O mandatário francês teria direito a receber essa quantia no fim do seu atual mandato, em maio de 2022, com 44 anos, ou caso fosse reeleito, ao encerrar seu segundo governo em 2027, com 49 anos. Macron é o primeiro presidente da França a renunciar a essa aposentadoria vitalícia, segundo o jornal francês Le Parisien, que noticiou com exclusividade a decisão do presidente.

O governo pretende ainda extinguir esse benefício. A mudança nesta lei entraria na atual proposta de reforma da Previdência.

“É uma questão de exemplo e coerência”, disse o Palácio do Eliseu, que também anunciou que Macron não fará parte do Conselho Constitucional da França, no qual os antigos presidentes são membros vitalícios e com direito a uma compensação de 13,5 mil euros por mês, o equivalente a R$ 61,3 mil.

Além Macron, seu antecessor François Hollande se recusou a fazer parte deste órgão. Já Nicolas Sarkozy renunciou ao posto depois que o conselho recusou suas contas da campanha eleitoral de 2012.

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