Quinta-feira, 01 de outubro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia A greve dos caminhoneiros continua apesar da intervenção do Exército

Compartilhe esta notícia:

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A greve dos caminhoneiros continuou a bloquear estradas e provocar problemas de abastecimento pelo País nesse sábado, no sexto dia do movimento de protesto, apesar de o governo ter acionado a polícia e as Forças Armadas.

Na noite de sexta-feira, pouco após o anúncio do presidente Michel Temer de que usará forças de segurança federais, os militares começaram a escoltar caminhões-tanque para refinarias, principalmente a de Duque de Caxias. O Ministério da Defesa apontou, na manhã deste sábado, que 132 dos 519 bloqueios registrados na sexta-feira tinham sido levantados.

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, afirmou em coletiva de imprensa que o presidente Temer está preocupado com a situação dos hospitais. Por isso, caminhões transportadores de medicamentos e material médico que participarem da greve serão multados.

Marun falou com a imprensa logo depois de uma reunião de gabinete. Segundo ele, a Polícia Federal solicitou à Justiça mandados de prisão contra empresários que realizem um locaute – quando uma empresa faz greve, o que é ilegal. Praticamente todos os postos do país estão desabastecidos e os produtos frescos são cada vez mais escassos.

Mesmo após a aplicação da Garantia da Lei e da Ordem em todo o País, com autorização das forças nacionais na desobstrução das rodovias ocupadas pelos caminhoneiros em greve, o entendimento da equipe do governo que monitora a paralisação é de que o decreto se fazia necessário. Isso porque, apesar de haver caminhões que aceitaram a escolta policial, muitos ainda permaneciam parados.

A requisição de bens está prevista no artigo 5º da Constituição Federal, que trata de direitos e deveres. No inciso XXV, diz: “No caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano”.

O sindicato de distribuidores de combustíveis de São Paulo anunciou que 99% dos postos da cidade não têm mais combustíveis. A volta à normalidade vai levar de 5 a 7 dias após o fim do conflito, segundo o órgão.

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, que tinha decretado estado de emergência na cidade na sexta-feira, declarou à imprensa no sábado que a situação é “grave, mas está sob controle”. Em Brasília, a maioria das estradas já foram liberadas e alguns postos começaram a ser reabastecidos.

No Rio, o transporte público foi afetado. Nesse sábado, o BRT anunciou pelo Twitter que o serviço precisou ser “interrompido por tempo indeterminado” devido à falta de combustível.

O bloqueio forçou o cancelamento de voos no aeroporto de Brasília, paralisou todas as cadeias de montagem de automóveis, reduziu a atividade de grandes frigoríficos e provocou uma disparada nos preços de combustíveis e alimentos. A cidade de São Paulo decretou estado de emergência, medida que lhe permitirá, entre outros pontos, requisitar ou apreender bens privados, como o combustível armazenado em um posto.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Após decisão da Justiça Eleitoral, os partidos políticos têm que reservar mais de 500 milhões de reais do fundo eleitoral para mulheres candidatas a deputada estadual ou deputada federal em 2018
Deputados queimam R$ 6,5 milhões em gasolina
Pode te interessar