Quinta-feira, 11 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 2 de setembro de 2015
Durante o próximo Ano Santo da Igreja Católica, o papa Francisco autorizará os padres a perdoarem formalmente mulheres que fizeram aborto, na mais recente iniciativa do pontífice argentino no sentido de uma igreja mais aberta e inclusiva. No ensinamento da Igreja, o aborto é um pecado tão grave que aquelas que o procuram ou realizam são excomungadas. Normalmente, somente sacerdotes e missionários designados podem perdoar abortos.
No entanto, de 8 de dezembro deste ano a 26 de novembro de 2016, durante um extraordinário Ano Santo ou “Jubileu” sobre o tema da misericórdia, anunciado pelo papa Francisco em março, todos os sacerdotes poderão perdoar o aborto, disse ele em uma carta publicada nesta terça-feira pelo Vaticano.
No ofício, Francisco descreveu o “calvário existencial e moral” enfrentado pelas mulheres que colocam fim a uma gravidez e disse que tinha conhecido muitas “que carregam em seus corações a cicatriz dessa decisão angustiante e dolorosa”. Francisco é o primeiro papa não europeu em 1,3 mil anos e tem marcado seu pontificado pela tolerância em relação a temas tabu. O papa não demonstrou intenção de mudar a oposição da Igreja em relação ao aborto, mas alarmou conservadores ao adotar um tom menos forte sobre a questão. “Esta não é de modo algum uma tentativa de minimizar a gravidade desse pecado, mas de ampliar a possibilidade de mostrar misericórdia”, disse o principal porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi.
Evento
O Ano Santo é um dos eventos mais importantes da Igreja Católica, um período em que católicos fazem peregrinações a Roma (Itália) e outros locais religiosos. O evento geralmente acontece a cada 25 anos, a menos que um papa decrete um Ano Santo extraordinário. (Isla Binnie e Philip Pullella/Reuters)
Os comentários estão desativados.