Segunda-feira, 18 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 16 de abril de 2020
Jornais do mundo repercutiram a demissão de Luiz Henrique Mandetta do cargo de ministro da Saúde, anunciada na tarde desta quinta-feira (16). A imprensa internacional destacou a troca no ministério em plena pandemia de Covid-19 e os desentendimentos com o presidente Jair Bolsonaro.
O jornal britânico “The Guardian” noticiou que Bolsonaro demitiu um ministro da Saúde “popular” após “disputas sobre a resposta ao [surto de] coronavírus”. A reportagem também destacou que o presidente brasileiro “minimizou o impacto” da Covid-19, enquanto Mandetta “defendia distanciamento físico”.
O “Washington Post” destaca no título da reportagem que a demissão de Mandetta ocorre “enquanto a disputa complica a resposta do Brasil à pandemia” de Covid-19. O texto comenta as diferenças de visões entre o ministro e o presidente ao longo do enfrentamento da crise.
“Muito do enfoque do país nos últimos dias estava nas especulações de que Bolsonaro estava perto de demitir Mandetta”, diz o jornal.
“Quando as infecções começaram a espalhar no país com mais de 200 milhões de pessoas, o populista de direita chamou o coronavírus de ‘gripezinha’ e pediu que os brasileiros ‘enfrentassem o vírus como homem, não como moleques’”, registra o artigo sobre Bolsonaro.
Na terça (14), o tradicional jornal americano publicou um editorial que apontou o presidente Jair Bolsonaro como o pior líder mundial a comandar uma reação contra a pandemia do novo coronavírus. Segundo a publicação, o chefe de Estado brasileiro coloca vidas em risco ao minimizar a força da Covid-19.
O texto de opinião assinado pelo conselho editorial do veículo americano tem como título “Líderes arriscam vidas minimizando o coronavírus. Bolsonaro é o pior”. Ao lado do brasileiro estão os presidentes do Turcomenistão, Belarus e Nicarágua, segundo o jornal. O líder deste último não aparece em público há mais de um mês para tratar das questões da crise gerada pela pandemia.
Reportagem do jornal francês “Le Figaro” destaca que Bolsonaro demitiu Mandetta “em plena crise do coronavírus” por “divergências profundas sobre a luta contra a pandemia”. No primeiro parágrafo, o diário destacou que o anúncio da demissão foi feito pelo próprio Mandetta pelo Twitter após a reunião com o presidente.
O “Clarín”, da Argentina, ressaltou que a demissão ocorreu após “vários curtos-circuitos” e que o presidente e o ministro “se enfrentavam sobre o tratamento da pandemia no país”. O jornal argentino também mostrou que houve panelaços após o anúncio da saída de Mandetta.
Na Alemanha, o jornal “Süddeutsche Zeitung” disse que a demissão ocorreu por divergências em relação aos esforços do governo para conter o coronavírus. A reportagem ressalta que Mandetta é médico e o compara a Anthony Fauci, especialista da Casa Branca constantemente em rota de colisão com Donald Trump.
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