Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 13 de março de 2021
A CNI (Confederação Nacional da Indústria) cobrou na sexta-feira (12) que o governo Jair Bolsonaro reedite medidas emergenciais que incluem adiar por três meses a cobrança de impostos, como contribuição previdenciária, além de postergar a cobrança de dívidas tributárias com a União, por causa da segunda onda da pandemia da Covid-19. A CNI manifestou preocupação com o recrudescimento da pandemia e o isolamento social.
A CNI enviou carta ao ministro da Economia, Paulo Guedes, pedindo a volta de cinco medidas autorizadas no ano passado. Algumas delas já estão em discussão no governo e contam com apoio político no Congresso, como o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm), que permite o corte de salários e de jornada ou a suspensão dos contratos de trabalho.
Além disso, a entidade também pediu a volta de duas linhas de crédito, incluindo uma nova rodada do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). Ontem, Guedes sinalizou que o financiamento pode ser permanente, mas o Congresso ainda precisa achar os recursos para abastecer o fundo público que garante as operações.
A CNI diz que, em 2020, “empresas, famílias e governos chegaram ao fim do ano fragilizados” e que “a transição para o crescimento sustentado se apresentava como um novo desafio”.
Signatário da carta, o presidente da CNI, Robson Andrade, disse ser necessária a reedição das medidas por causa do “agravamento do quadro de saúde pública e dos reflexos que as medidas de isolamento social voltarão a ter sobre a atividade econômica”.
“O cenário de segunda onda de contágio, com aumento de pessoas infectadas, mortes e internações, tem causado a progressiva adoção de medidas de isolamento social com restrições de funcionamento e até mesmo fechamento de empresas, ou seja, um quadro similar ao que justificou a edição das medidas em questão”, afirmou o presidente da entidade.
Andrade disse que a “vigorosa recuperação da economia brasileira durante o segundo semestre de 2020 só foi possível graças às medidas emergenciais adotadas pelo governo federal e pelo Congresso Nacional”.
“Mesmo considerando a manutenção do ritmo de crescimento no início de 2021, já era prevista a necessidade de se fazer uma retirada gradual das medidas emergenciais para que o esforço pela manutenção dos empregos e da renda não tenha sido em vão”, escreveu o industrial. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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“Estranho”! Palavra alguma sobre o risco diário de milhões de trabalhadores à contaminação pelo vírus por conta da obrigatoriedade de se apinharem em trens e ônibus para irem trabalhar! Estes são os mesmos empresários que advogam o ultraliberalismo. Mas quando as consequências da inexistente mão invisível os alcançam, os hipócritas, sem vergonha alguma, pedem benefícios estatais. Ainda assim, em abril, estes empresários mamadores do erário vão ao fórum da liberdade imprecar contra o estado. Onde está a coerência?