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Brasil A inflação para o consumidor recuou na terceira semana de agosto

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O IPC-S foi divulgado pela Fundação Getulio Vargas. (Foto: Divulgação)

O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) apresentou variação de 0,10% na terceira semana de agosto. O resultado foi 0,09 ponto percentual inferior ao registrado na semana anterior. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (23) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Nesta apuração, cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Habitação (0,71% para 0,49%). Nessa classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de 2,55% para 0,94%.

Também registraram decréscimo em suas taxas de variação os grupos Transportes (0,05% para -0,15%), Comunicação (0,34% para 0,17%), Alimentação (-0,07% para -0,09%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,31% para 0,29%). Nessas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens gasolina (-0,02% para -0,53%), mensalidade para TV por assinatura (3,05% para 2,55%), laticínios (1,20% para -0,07%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (0,11% para -0,04%), respectivamente.

Em contrapartida, apresentaram avanço em suas taxas de variação os grupos Educação, Leitura e Recreação (-0,23% para -0,17%), Despesas Diversas (0,25% para 0,44%) e Vestuário (-0,50% para -0,49%). Nessas classes de despesa, vale citar os itens passagem aérea (-18,41% para -13,53%), cigarros (0,96% para 1,44%) e roupas femininas (-1,51% para -0,92%).

PIB

Os analistas das instituições financeiras mantiveram em 1,49% a sua expectativa para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano. A previsão consta no mais recente Boletim Focus, divulgado na segunda-feira (20) pelo BC (Banco Central). O relatório é resultado de levantamento feito com mais de cem instituições financeiras.

Para o ano que vem, a expectativa do mercado para expansão da economia continuou em 2,50%. O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no País e serve para medir a evolução da economia. Os economistas dos bancos não alteraram a previsão de expansão da economia para 2020 e para 2021, que continuou em 2,5% para estes anos.

Taxa de juros

O mercado manteve estável em 6,50% ao ano a sua estimativa para a taxa básica de juros da economia, a Selic, ao final de 2018. Para o fim de 2019, a expectativa do mercado financeiro para a Selic continuou em 8% ao ano. Desse modo, os analistas seguem prevendo alta dos juros no ano que vem.

Dólar e balança comercial

A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 permaneceu em R$ 3,70 por dólar. Para o fechamento de 2019, ficou estável também em R$ 3,70 por dólar.

Para o saldo da balança comercial brasileira (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2018 recuou de US$ 57 bilhões para US$ 56,9 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit recuou de US$ 49,80 bilhões para US$ 49,55 bilhões.

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