Quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
Por Redação O Sul | 25 de setembro de 2020
Depois de cinco meses de queda, a intenção de consumo das famílias voltou a subir em setembro, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A alta, no entanto, foi de apenas 1,3%.
Com a alta, o indicador ficou em 67,6 pontos – ainda bastante abaixo do nível de satisfação, de 100 pontos. Esse nível, no entanto, não é atingido desde abril de 2015, quando ficou em 102,9 pontos.
Faixas de renda
Na avaliação por faixas de renda, as famílias com renda acima de dez salários mínimos apontaram insatisfação menor, a 77,1 pontos – uma alta de 1,8% em relação a agosto, mas queda de 25,9% frente a setembro de 2019.
Já entre as famílias com renda abaixo de dez salários mínimos, a insatisfação é maior, com intenção de consumo de 65,8 pontos. A alta também foi menor na comparação com agosto, de 1,2%, enquanto em relação ao mesmo mês do ano passado a queda foi mais acentuada, de 27,1%.
Regiões
Pelo critério regional, o Sul registrou a única queda mensal (-0,8%), enquanto o Centro-Oeste foi a região mais positiva (+2,8%). As famílias do Sul foram as mais confiantes (76,4 pontos), mesmo estando em nível insatisfatório; e as do Nordeste (65,6 pontos) foram as que apresentaram menor indicador.
Todas as regiões registraram recuo na comparação anual, sendo a taxa do Centro-Oeste a mais expressiva (-31,4%).
Desemprego
O desemprego diante da pandemia teve ligeira queda depois de bater recorde em agosto, apontam os dados divulgados nessa sexta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o levantamento, entre a última semana de agosto e a primeira de setembro, caiu em cerca de 700 mil o número de pessoas procurando por uma ocupação no mercado de trabalho no País – uma redução de aproximadamente 5%, considerada como estabilidade estatística pelo IBGE. Ao todo, somavam 13 milhões o número de desempregados.
Com isso, a taxa de desemprego passou de 14,3% para 13,7%. Em maio, quando teve início a pesquisa, essa taxa era de 10,5%.
Já a população ocupada foi estimada em 82,3 milhões de pessoas, cerca de 170 mil a mais que na semana anterior, o que representa uma alta de 0,2%, o que também é considerado como estabilidade estatística. O IBGE apontou, no entanto, que o indicador mantém “pequena tendência de aumento”, observada desde julho.
De acordo com o levantamento, em uma semana aumentou em cerca de 560 mil o número de trabalhadores atuando na informalidade no País, chegando a aproximadamente 28,5 milhões o número de pessoas neste tipo de ocupação. Com isso, a taxa de informalidade passou de 34,0% para 34,6%.
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