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Mundo A Irlanda é mais um país a restringir o uso da vacina da AstraZeneca

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O tratamento com anticorpos, denominado AZD7442, pretendia prevenir e tratar a doença, mas não deu resultado. (Foto: Reprodução)

A Irlanda se tornou o mais recente de uma série de países europeus a restringir o uso da vacina da AstraZeneca contra a covid-19, recomendando na segunda-feira (12) que ela seja aplicada apenas em pessoas com mais de 60 anos, apresentando um novo desafio à vacinação no país.

A investigação da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) sobre coágulos sanguíneos no cérebro registrados por pessoas que tomaram o imunizante da AstraZeneca levou um número crescente de países europeus a mudar suas recomendações sobre quem deve receber a vacina.

A EMA alterou sua orientação sobre o imunizante ao encontrar possíveis conexões dos casos muito raros de coágulos sanguíneos com contagens baixas de plaquetas no sangue, embora diga que as vantagens da vacina ainda superam os riscos.

O serviço de saúde da Irlanda cancelou os atendimentos da AstraZeneca marcados para a terça-feira enquanto as vacinações planejadas são realocadas entre as idades.

“Isso não terá exatamente um impacto material ou causará um atraso no programa de vacinação em nível populacional”, afirmou o vice-diretor executivo médico da Irlanda, Ronan Glynn, em entrevista coletiva.

Autoridades disseram que pessoas com menos de 60 anos que receberam a primeira dose da vacina da AstraZeneca e não possuem condições médicas de alto risco devem esperar 16 semanas ao invés de 12 semanas para receberem a segunda dose, permitindo assim que mais avaliações se tornem disponíveis.

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