Sábado, 29 de agosto de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Saúde A Itália tem o maior número de novos casos de coronavírus em seis dias

Compartilhe esta notícia:

Visitantes na Capela de Sansevero, em Nápoles, sul da Itália. (Foto: Ansa)

A Itália registrou nesta quinta-feira (11) o maior número de novos casos do coronavírus Sars-CoV-2 em quase uma semana, com 379 contágios. O balanço divulgado pela Defesa Civil apresenta um expressivo aumento de 87,6% na comparação com as 202 infecções confirmadas na quarta-feira (10).

O novo número de casos diários é o maior desde 5 de junho, quando haviam sido contabilizados 518 contágios. O crescimento se deu apesar de as autoridades italianas terem realizado menos testes nesta quinta (52.530) do que na quarta-feira (62.699).

Até o momento, a Itália soma 236.142 casos de Sars-CoV-2 e 34.167 óbitos, após um acréscimo de 53 mortes nesta quinta este número é 25,3% menor que os 71 falecimentos registrados na quarta.

O país também tem 171.338 pacientes curados e 30.637 casos ativos, menor número desde 18 de março (28.710). A Itália já vem de quase um mês de reabertura do comércio e de restaurantes e liberou os deslocamentos inter-regionais em 3 de junho.

Até aqui, no entanto, os relaxamentos do isolamento não provocaram um aumento prolongado dos casos diários.

Negligência e erros

Um grupo de parentes de vítimas do coronavírus entrou na quarta-feira (10) com uma queixa contra as autoridades de Bérgamo, no norte da Itália, por negligência e erros na gestão da pandemia que matou mais de 34 mil pessoas no país.

É a primeira ação legal coletiva do tipo movida no país, um dos mais atingidos pelo coronavírus no mundo.

“Não queremos vingança, queremos justiça”, disse Stefano Fusco, um dos fundadores do grupo. “Vamos denunciar. Verdade e justiça para as vítimas da Covid-19”, disse. A doença matou seu avô em março em um asilo.

Acompanhados por advogados e membros do comitê, os parentes apresentaram 50 queixas ao Ministério Público em Bérgamo, a cidade símbolo da pandemia na Itália, “porque se tornou o símbolo dessa tragédia, embora sejam de todo o país”, explicou.

A página no grupo no Facebook, que em apenas dois meses teve mais de 50 mil adesões, tornou-se um comitê nacional, com advogados que estudam apresentar outras 150 queixas, disse Fusco.

Os familiares acusam as autoridades de terem demorado a declarar a cidade como “zona vermelha”, algo que a associação, assim como alguns partidos e sindicatos, atribuem ao fato de que os interesses econômicos prevaleceram sobre os da saúde, por ser uma zona industrial próspera.

O Ministério Público de Bérgamo já abriu uma investigação sobre o caso e ouviu os depoimentos de políticos, incluindo o governador da Lombardia, Attilio Fontana, e seu consultor para a Saúde, Giulio Gallera.

Os familiares também questionam a política de cortes que nos últimos anos afetou o sistema de saúde. Alguns parentes relataram as tragédias sofridas, devido à falta de informações ou à falta de cuidados durante a emergência de saúde. As informações são da agência de notícias Ansa e da emissora internacional de notícias da Alemanha Deutsche Welle.

 

 

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Saúde

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Pequim confirma o primeiro caso de coronavírus em quase dois meses
A Anvisa nega ter descumprido a decisão do Supremo que permite a doação de sangue por homens gays
Pode te interessar