Terça-feira, 27 de Outubro de 2020

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Notícias Justiça aceita denúncia contra suspeitos da morte de jogador de futsal do Corinthians no interior gaúcho

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Atleta paulista de 27 anos foi baleado na cabeça após discussão em bar. (Foto: Divulgação)

Nessa segunda-feira, a 1ª Vara Criminal do Foro da Comarca de Erechim (Região Central do Estado) recebeu denúncia contra dois suspeitos pelo homicídio qualificado do jogador de futsal do Corinthians, Douglas Nunes da Silva, 27 anos. Conforme o MP (Ministério Público), na madrugada de 11 de agosto a vítima foi atingida por um tiro em frente a um bar na área central da cidade, após uma briga dentro do estabelecimento.

O disparo, que acertou a vítima na cabeça, teria sido feito por Ricardo Jean Rodrigues, que havia deixado o local em um veículo, após o conflito, retornando em seguida com uma arma, com a qual cometeu o crime. Preso preventivamente após se apresentar à Polícia Civil, horas depois, ele acabou confessar a responsabilidade pelo ataque.

De acordo com o titular da Comarca, juiz Marcos Luís Agostini, a análise das circunstâncias e da motivação do crime “revelam o desprezo do autor pelo ser humano, ao cometer um homicídio desproporcional ao fato gerador do confronto: uma mera discussão durante festa”. Douglas, que jogava como pivô e já havia vestido a camisa da Seleção Brasileira de Futsal, além de atuar no Cazaquistão, estava na cidade gaúcha para uma partida da Taça Brasil de Clubes da modalidade, contra o Atlântico, horas antes.

O denunciado já possui uma condenação criminal transitada em julgado pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, razão pela qual ele cumpria pena em prisão domiciliar, que acabou desrespeitada, pois ele deveria estar em casa na hora do incidente. “Isso evidencia a dificuldade do representado de se adequar as normas de convívio social, bem ainda a total desconsideração com o cumprimento da lei e das determinações judiciais”, acrescentou o magistrado.

Na ocasião, também foi determinado o cumprimento de um mandado de busca e apreensão de armas-de-fogo e outros itens considerados de utilidade para o caso. O alvo foi a residência de Ricardo Jean Rodrigues, que também teve quebrado o sigilo de dados de seu telefone celular.

Outro envolvido

A prisão preventiva do outro suspeito, Guilherme Henrique Oliveira, foi decretada no dia 22 de agosto. Ele estaria dirigindo o veículo usado para que Rodrigues retornasse ao bar, disposto a balear o jogador. Segundo a apuração policial, em abril esse cúmplice adquiriu munição de calibre idêntico ao projétil apreendido em frente ao bar.

O decreto de prisão detalhe que ele próprio admitiu possuir o registro de uma pistola de mesmo calibre, mas alegou que, sem o seu consentimento, a mãe acabou escondendo o artefato, sem revelar o seu paradeiro. Para o juiz, no entanto, é possível que Guilherme esteja ocultando o objeto, a fim de impedir a realização de perícia e outros aspectos da investigação.

(Marcello Campos)

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