Sábado, 06 de junho de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil A Justiça condenou o bilionário gaúcho Lírio Parisotto por agressão à ex-mulher Luiza Brunet

Compartilhe esta notícia:

Luiza Brunet com o então companheiro Lírio Parisotto. (Fotos: Reprodução)

O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) condenou por unanimidade, na tarde desta quinta-feira (14), o empresário gaúcho Lírio Parisotto por agressão contra a ex-companheira Luiza Brunet. “Foi uma vitória para a Luiza e para todas as mulheres do Brasil”, afirmou o advogado da ex-modelo, Pedro Egberto Neto.

De acordo com o defensor de Brunet, além de prestar serviço comunitário por um ano, como medida socioeducativa, Parisotto terá de ir mensalmente, por dois anos, a um cartório criminal para atestar que continua morando em São Paulo. A condenação prevê que o empresário só possa viajar com autorização da Justiça. Ainda cabem recursos a instâncias superiores.

“Ele pode embargar a declaração e entrar com um recurso especial no Superior Tribunal de Justiça para tentar a prescrição do crime. Só que o STF não reanalisa os fatos, somente as matérias de direito. A condenação existe e está aí”, explicou Pedro Egberto Neto.

Emocionada, a ex-modelo comemorou a decisão, segundo a colunista Marina Caruso. “Essa resposta da Justiça chancela a minha verdade e a de tantas outras mulheres que foram violentadas e obrigadas a se calar. Estou trêmula. Finalmente fez-se justiça”, disse Brunet.

Em maio de 2016, Luiza Brunet acusou Parisotto de tê-la agredido em Nova York, nos Estados Unidos. Na ocasião, em meio a socos e tapas, a ex-modelo teve quatro costelas quebradas.

Entrevista

Pouca gente percebeu, mas Luiza Brunet esteve na posse de Jair Bolsonaro no início do ano. Preocupada com a reação que sua presença pudesse gerar diante de um País tão dividido, preferiu ficar distante dos holofotes. “É necessário abrir diálogo com o poder público para reduzir os índices de violência contra mulher no Brasil”, disse.

“No primeiro semestre de 2018, quase 80 mil mulheres foram agredidas. E no segundo, o número de homicídios contra elas cresceu 12% em São Paulo”, afirmou ela. Em uma entrevista, a ex-modelo de 56 anos reviveu momentos de dor, confessou estar sendo ameaçada de morte por uma seguidora do Instagram e disse que, depois de dois anos “sem beijo na boca”, não vê a hora de voltar a namorar.

1) Que balanço você faz de 2018 e o que deseja para 2019?

Foi um ano de muitas conquistas. Meu filho, Antônio, de 19 anos, está fazendo faculdade de Nutrição em São Paulo, morando sozinho, superindependente. Yasmin (a primogênita, de 30) está megaenvolvida em causas ambientais. E eu, depois de tudo o que sofri, ganhei voz na luta contra a violência doméstica. Estive na ONU, em Genebra, no fim do ano. Me chamaram para fazer uma campanha internacional contra a violência.

2) Seria cruel dizermos que há males que vem para o bem?

Não. Doeu demais, mas cresci muito como mulher, como pessoa. Sou muito mais útil agora. Transformei minhas redes sociais num consultório. Não sou psicóloga, nem tenho pretensão de ser, mas converso com as mulheres, as ajudo a reconhecer os sintomas de um relacionamento abusivo.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária proibiu a venda de lotes de frango da Perdigão
O governo de Cuba acusou os Estados Unidos de moverem tropas em segredo para uma intervenção militar na Venezuela
Pode te interessar