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Mundo A Justiça paraguaia cometeu abuso de autoridade ao algemar Ronaldinho Gaúcho, afirma advogado

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Dupla é investigada por uso de passaportes adulterados. (Foto: Reprodução)

A justiça paraguaia cometeu abuso de autoridade ao algemar Ronaldinho Gaúcho, afirma advogado

A Justiça do Paraguai cometeu um abuso ao algemar Ronaldinho Gaúcho para que ele compareça a uma audiência neste sábado (7), disse o seu advogado brasileiro, Sérgio Queiroz, quando estava a caminho de Assunção.

Ronaldinho e seu irmão Roberto de Assis chegaram para depor em uma audiência na Justiça do Paraguai neste sábado (6). Eles passaram a noite em uma prisão em Assunção. Ele foi algemado, mas com as mãos cobertas para a audiência, de acordo com informações do Globoesporte.com.

“Eles (Ronaldinho e seu irmão, Roberto de Assis) não são réus, mas investigados, eles não apresentam risco de fuga ou agressão para as autoridades. Isso foi feito para atacar a imagem deles. É uma situação absurda”, afirmou Queiroz.

O advogado disse ao G1 que a Justiça do Paraguai faz um circo do caso. Ele critica o fato de a decisão de manter o ex-jogador preso durante a última noite foi tomada por um juiz plantonista, e pelo fato de o Ministério Público ter trocado o promotor que estava à frente do caso. “Como se pode afastar um promotor para ter uma decisão desfavorável ao investigado? Armou-se um circo”, afirmou.

Entenda

Segundo a assessoria de imprensa do Ministério Público do Paraguai, caberá o juiz de plantão determinar qual será a medida restritiva ao ex-atleta. No pior cenário para o ex-jogador, pode ser decretada uma prisão preventiva.

Ronaldinho e Assis, também ex-jogador de futebol, são investigados por suspeita de uso de documentos de identificação paraguaios falsos. O caso ocorreu na quarta-feira (4).

Nesta quinta, o Ministério Público decidiu não apresentar denúncia contra Ronaldinho e seu irmão. No dia seguinte, porém, o caso deu uma reviravolta.

Os dois prestaram um depoimento à Justiça e, durante essa audiência, o juiz Mirko Valinotti rejeitou a recomendação dos promotores e ordenou que o dois irmãos continuassem sendo sob investigação das autoridades paraguaias.

Ambos foram levados para passar uma noite na Agrupación Especializada da Polícia Nacional, uma instalação na capital que já foi usada como cadeia comum, mas que, atualmente, recebe apenas alguns presos de maior relevância. O complexo é considerado de segurança máxima.

Cronologia

Na quarta-feira (4), os dois entraram no Paraguai utilizando passaportes adulterados e ficaram sob custódia no hotel.

Na quinta-feira (5), os dois foram ao Ministério Público dar declarações. O promotores informaram ter entendido que os dois haviam sido enganados, e por isso não seria apresentada acusação formal.

A audiência da sexta-feira (6) durou quase sete horas, o juiz disse que não iria acatar a sugestão do Ministério Público de que Ronaldinho e Assis eram inocentes e deu um prazo para que a acusação voltasse a se pronunciar, em até dez dias.

Surgiu então a informação de que Ronaldinho e Assis iriam deixar o Paraguai – até aquele momento, eles poderiam deixar o país, pois não havia nenhuma acusação contra eles. O Ministério Público, diante disso, solicitou a detenção.

O ex-jogador Ronaldinho Gaúcho e seu irmão Roberto de Assis prestaram depoimento em uma nova audiência na Justiça do Paraguai neste sábado (6) para tratar do caso de uso de passaportes falsos para entrar no país. Eles passaram a noite anterior em uma prisão em Assunção.

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