Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 19 de fevereiro de 2020
Nesta quinta-feira (20), será possível testemunhar um evento astronômico bastante intrigante: a Lua passará por Saturno, provocando um “eclipse” no planeta. Após a Lua de Neve, a primeira superlua de 2020, este é o próximo fenômeno envolvendo o nosso satélite natural.
Anteriormente, nos dias 18 e 19 de fevereiro, foi possível ver a Lua passando à frente de Marte e Júpiter. Esse evento é chamado de ‘Ocultação pela Lua’, e ocorre quando o astro passa à frente de outro. Um bom exemplo disso é o eclipse solar, quando a Lua passa pelo Sol.
Mesmo com o evento ocorrendo, isso não significa que ele poderá ser visto de qualquer lugar. A questão é que os planetas permanecerão escondidos atrás do nosso satélite natural. Será possível acompanhar o fenômeno a olho nu, no entanto, para vê-lo com mais clareza, é necessário a utilização de um telescópio ou um excelente par de binóculos – isso, para quem acordar bem cedo.
Para César Fuentes, astrônomo do Centro de Astrofísica e Tecnologia Relacionados, o acontecimento se trata de um fenômeno “não tão comum, porque o período de órbita de Marte, Júpiter e Saturno são extensos”, isso impediria que eles estivessem posicionados de forma que a Lua passasse por cada um deles em dias seguidos.
Para mostrar a posição que cada planeta vai estar da Lua, a Associação de Astronomia Salvadorenha divulgou uma imagem que detalha como será a visualização de cada um dos fenômenos do ponto de vista de El Salvador, na América Central.
Vale lembrar que essa é apenas uma ilustração para mostrar como o fenômeno deve ocorrer. A posição de cada um dos planetas, bem como sua visualização é alterada de acordo aos diferentes locais do planeta.
Infelizmente, como informado, os eventos envolvendo Marte e Júpiter já ocorreram. No entanto, Saturno ainda pode ser visto bem próximo da Lua no período que antecede a manhã desta quinta-feira.
Lado escuro da Lua
Um equívoco clássico é que a Lua possui um lado escuro que nunca vê o Sol. Isso ocorre porque a tendência é acreditarmos que a Lua não gira em torno de seu próprio eixo – afinal, sempre vemos o mesmo lado voltado para nós.
Mas isso está incorreto. Vemos o mesmo lado porque a Lua gira em torno de si uma vez enquanto se move em torno da Terra. Em resumo, o satélite natural realiza um movimento chamado de translação, em que há uma sincronia entre o tempo que leva para dar a volta em si mesma e o tempo necessário para dar uma volta completa do redor da Terra. Esse movimento deixa apenas um dos lados visíveis para nós.
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