Sexta-feira, 02 de outubro de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia A maioria dos deputados do parlamento holandês votou uma moção contra a ratificação do acordo comercial do Mercosul com a União Europeia

Compartilhe esta notícia:

Estuda-se um corte linear, válido para todos os setores. (Foto: Divulgação)

A maioria dos deputados do parlamento holandês votou nesta quarta-feira (3) uma moção contra a ratificação do acordo comercial do Mercosul com a União Europeia (UE), anunciado no ano passado. A questão ambiental, relacionada à agricultura no bloco sul-americano, foi o argumento central para o voto dos holandeses. Para os parlamentares, o acordo comercial não deve se concretizar.

Quase um ano depois da assinatura do tratado, ele ainda não foi ratificado. Nesta quarta-feira, dia 3, o parlamento da Holanda adotou uma moção do Partido pelos Animais (grupo verde europeu) obrigando o governo do país a se opor ao tratado. “Pela primeira vez, a Câmara de representantes tomou uma posição clara contra o acordo comercial, que o nosso governo era favorável. É verdadeiramente uma grande vitória para a Amazônia e para a agricultura regional durável”, afirmou Esther Ouwehand, líder da bancada do Partido pelos Animais, ao jornal francês Les Echos.

Para a maioria dos deputados holandeses, o acordo provocaria maior desmatamento na Amazônia e nas reservas do Cerrado, além de criar uma concorrência desleal para os agricultores europeus, que teriam de observar normas mais rígidas do que os de seus colegas sul-americanos. Em um país tradicionalmente liberal e voltado para o livre-comércio, o voto dos parlamentares holandeses foi uma virada.

A oposição ao acordo uniu grupos políticos como os verdes, parte dos social-democratas e a direita populista, assim como os defensores dos agricultores. Analistas ouvidos pelo Les Echos afirmam que o voto holandês mostra a afirmação de um sentimento anti-livre comércio na Europa.

O governo holandês não informou o que deve fazer em razão do voto no parlamento. A moção é vinculante, ou seja, o governo é obrigado a votar contra a ratificação do pacto nas instâncias europeia – a ratificação do acordo entre os blocos ainda não começou. A finalização do processo de análise do acordo na Holanda não deve ocorrer antes de 2020 e é possível que seja postergada para 2021, depois das eleições de março.

Analistas também acreditam que seja pouco provável que o governo holandês peça à Comissão Europeia, em Bruxelas, que renegocie o acordo depois de 20 anos de discussão. Além da oposição holandesa, o parlamento austríaco também aprovou moção contrária ao acordo, obrigando o governo austríaco a votar contra o pacto nas instâncias europeias.

UE e Mercosul estão ainda fazendo a revisão final do acordo para elaborar a versão do texto que será traduzido em todos os idiomas oficiais da União Europeia a fim de que ele seja submetido aos Estados-membros da UE e ao Parlamento Europeu para aprovação.

O vice-presidente da Comissão da Agricultura e do Desenvolvimento Rural no Parlamento Europeu, o eurodeputado português Francisco Guerreiro, do partido Pessoas, Animais Natureza, disse ao Estadão que a política ambiental do presidente Jair Bolsonaro para a Amazônia é um dos motivos pelos quais seu grupo defende a não ratificação do acordo pela UE. “Estamos acompanhando a evolução do desmatamento no Brasil”, afirmou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Grêmio tem mudança em rotina de treinamentos
Presidente da FGF afirma que movimentação do futebol em outros estados não interfere no planejamento do Gauchão
Pode te interessar