Quarta-feira, 02 de Dezembro de 2020

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Brasil A média móvel de mortes por coronavírus no Brasil cai 22%

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Dados mostram efeitos da pandemia no País (Foto: Fotos Públicas)

A média móvel de mortes por coronavírus caiu 22% em relação a sete dias e se manteve abaixo de 500 pelo segundo dia consecutivo. De acordo com o boletim h do consórcio de veículos de imprensa, o país teve 566 novos óbitos e 29.968 infectados registrados. Esses dados são referentes a sexta (23).

Com isso, são 156.528 vidas perdidas e 5.355.650 contaminados por Covid-19 desde o ínicio da pandemia. Já a média móvel registrada foi de 471.

A “média móvel de 7 dias” faz uma média entre o número de mortes do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com a média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o “ruído” causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

Apenas os estados do Amazonas e de Roraima apresentaram crescimento da média móvel de mortes. Em 14, além do Distrito Federal, a tendência foi de queda. São eles: Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo. O restante da federação apresentou tendência de estabilidade.

Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou por unanimidade a importação de seis milhões de doses da vacina CoronaVac, solicitada pelo Instituto Butantan, que tem parceria com o laboratório chinês Sinovac para produção do imunizante contra a Covid-19.

A autorização, porém, não tem nenhuma relação com o pedido de liberação para importação de insumos para fabricação da vacina no Brasil, também solicitada pelo Butantan e alvo de críticas da direção do instituto ontem.

O acordo assinado com a Sinovac prevê a importação de seis milhões de doses da vacina CoronaVac produzida na China – o que foi autorizado nesta tarde pela Anvisa – e a produção de outros 40 milhões de doses até dezembro, na fábrica do Butantan no Brasil, com insumos importados do laboratório chinês. Este impasse sobre a importação dos insumos para a produção desses 40 milhões de doses permanece indefinido.

Obrigatoriedade na Justiça

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, afirmou ser necessário que Justiça analise questões relacionadas à vacina contra a Covid-19. Segundo ele, o melhor é que essa decisão seja tomada pelo próprio STF. Há um debate atualmente sobre a obrigatoriedade ou não da vacina, que poderá começar a ser aplicada no ano que vem, caso haja aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas Fux não adiantou seu ponto de vista.

O presidente Jair Bolsonaro já disse ser contra a obrigatoriedade. Mas uma lei sancionada por ele no começo da pandemia autoriza vacinação compulsória, além de outras medidas preventivas para enfrentar uma emergência de saúde pública de importância internacional, caso da Covid-19.

“ Podem escrever, haverá uma judicialização, que eu acho que é necessária, sobre essa questão da vacinação. Não só a liberdade individual, como também, digamos assim, os pré-requisitos para se adotar uma vacina. Não estou adiantando ponto de vista nenhum. Estou apenas dizendo que essa judicialização será importante, e de preferência direto no Supremo. Por quê? Porque um dos grandes instrumentos na segurança jurídica é a jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal”, disse Fux em videoconferência organizada pela Aliança de Advocacia Empresarial (Alae).

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