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Brasil A metade dos estados brasileiros está com a taxa de ocupação acima de 80% nas UTIs para coronavírus da rede pública

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País contabiliza 430.596 óbitos e 15.436.827 casos. (Foto: EBC)

Ao menos treze estados brasileiros estão com taxas de internação por coronavírus acima de 80% nas UTIs da rede pública, segundo levantamento realizado na sexta-feira (26), a partir de informações das secretarias estaduais de saúde. São cerca de 29 mil pacientes internados pela doença em leitos de enfermaria e UTI do Sistema Único de Saúde (SUS). Especialistas alertam para a urgência em conter o avanço do coronavírus, que já provoca colapso em alguns estados.

Os estados com índices de ocupação considerados críticos são: Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia e Santa Catarina, além do Distrito Federal.

Pará e Tocantins também estão com 77% de ocupação. São Paulo, Amapá e Minas Gerais não informaram a taxa específica dos leitos de Covid-19 da rede pública.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) também fez um alerta: o SUS vive o pior cenário de internações por Covid-19 já observado no país. Segundo o novo Boletim do Observatório Covid-19 da Fiocruz, divulgado na sexta-feira (26), com base em dados apurados no dia 22 de fevereiro, 17 capitais apresentaram taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos de pelo menos 80%.

São elas: Porto Velho (100,0%), Rio Branco (88,7%), Manaus (94,6%), Boa Vista (82,2%), Palmas (80,2%), São Luís (88,1%), Teresina (93,0%), Fortaleza (94,4%), Natal (89,0%), Recife (80,0%), Salvador (82,5%), Rio de Janeiro (85,0%), Curitiba (90,0%), Florianópolis (96,2%), Porto Alegre (84,0%), Campo Grande (85,5%) e Goiânia (94,4%). Eles destacam que essas cidades são as que concentram mais recursos de saúde e também populações.

O estudo ainda aponta que 12 Estados e o Distrito Federal estão na zona de alerta crítica, com ocupação igual a 80% ou mais das UTIs; 13 Estados estão na zona de alerta intermediária, entre 60% e 80%, e somente um Estado está fora da zona de alerta, com menos de 60% de utilização.

Segundo a análise, a Região Norte se mantém em situação preocupante, com Rondônia (97,1%), Acre (88,7%), Amazonas (94,6%) e Roraima (82,2%) na zona de alerta crítica e Pará (76,0%), Amapá (62,3%) e Tocantins (74,1%) na zona de alerta intermediária.

No Nordeste, além de Ceará (92,2%) e Pernambuco (85,0%) na zona de alerta crítica se somaram o Rio Grande do Norte (81,4%) e a Bahia (80,2%). O Maranhão (77,7%) e o Piauí (77,2%) permanecem na zona de alerta intermediária, mas com incrementos significativos no indicador, enquanto Paraíba (62,4%), Alagoas (65,8%) e Sergipe (61,2%), que estavam fora.

Padrão homogêneo

A especialista em Saúde Pública da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Ligia Bahia afirma que a situação mostra um espalhamento da doença, com um padrão quase homogêneo em território nacional.

“É preocupante porque não permite apoio de um estado para o outro, ou a concentração de mais recursos em determinado lugar. Tudo é urgente e relevante. É um problema enorme, já havíamos alertado que a pandemia iria interiorizar. É dramático demais. Significa que todos os recursos estão se esgotando, e ao mesmo tempo. Não adianta mais transferir paciente, por exemplo”, explica.

Ela também afirma que o avanço da Covid-19 entre os mais jovens contribui para a sobrecarga dos sistemas de saúde: “Agora a população mais suscetível é a jovem. É a tendência de qualquer processo transmissível pessoa a pessoa. E certamente isso complicou, porque os jovens ficam mais tempo internados”, afirma a especialista

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