Quinta-feira, 18 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 24 de fevereiro de 2020
A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, defendeu os policiais militares que estão amotinados e reivindicam aumento de salário. Segundo Damares, os PMs têm o direito de promoverem greves em ações que não violem a vida. As declarações da ministra foram feitas ao colunista do UOL Jamil Chade.
“Todo mundo tem direito à greve. As categorias têm direito à greve. O que eu percebi é que os policiais no Ceará estão no limite”, afirmou Damares ao colunista ao tratar dos PMs cearenses que estão amotinados. A paralisação de agentes de segurança pública, no entanto, é proibida pela Constituição de 1988. Alguns ministros do Supremo Tribunal Federal, inclusive, reforçaram na semana passada o caráter inconstitucional da greve.
No Ceará, a falta de um acordo entre policiais e o governo local criou um impasse e elevou o número de mortos nos últimos dias para 147.
O dado foi divulgado na manhã desta segunda-feira (24) pela Secretaria da Segurança Pública do estado (SSPDS) e se refere ao período entre meia noite de quarta-feira (19) e 23h59min de domingo (23).
A crise no Estado ganhou contornos nacionais depois que o senador licenciado Cid Gomes (PDT) foi baleado quando pilotava uma retroescavadeira após uma tentativa frustrada de negociar o fim da greve com os PMs.
Depois do episódio, o governo autorizou o envio da Força Nacional de Segurança e das Forças Armadas para restabelecer a ordem no Estado.
Moro
O ministro Sérgio Moro, da Justiça e Segurança Pública, sobrevoou nesta segunda, Fortaleza, palco de motins de policiais militares desde o dia 18.
O ministro da Defesa Fernando Azevedo e o advogado-geral da União André Mendonça também estão na capital do Ceará para acompanhar a Operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) em curso no Estado por determinação do presidente da República, Jair Bolsonaro. O Estado recebeu nesta semana 300 agentes da Força Nacional e de 2.500 do Exército para reforçar a segurança.
Os ministros se reuniram com o governador Camilo Santana (PT) para debater ações para garantir a segurança da população.
Em seu Twitter, Moro havia anunciado a presença na capital cearense apontando: “É tempo de superar a crise e serenar os ânimos. Servir e proteger acima de tudo.”
O movimento paredista no Ceará teve início por falta de acordo dos PMs com o governo do Estado quanto à reestruturação salarial.
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