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Ciência A Nasa lançou uma sonda para investigar o interior de Marte e detectar terremotos no planeta

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A decolagem ocorreu na Base da Força Aérea de Vanderberg, na Califórnia. (Foto: Reprodução/Nasa)

A Nasa (a agência espacial norte-americana) iniciou neste sábado (05) uma inédita missão para estudar o interior de Marte. Um sismógrafo, instrumento que detecta e registra as vibrações, foi lançado rumo ao planeta vermelho.

A decolagem ocorreu na Base da Força Aérea de Vanderberg, na Califórnia. Essa foi a primeira vez que a Nasa usou a plataforma na costa Oeste dos Estados Unidos para um lançamento interplanetário. A agência quer ver o que está embaixo do solo de Marte e ser pioneira em detectar terremotos além da Terra, além de avaliar o impacto dos meteoritos. Chamada de InSight, a missão será a primeira a escavar profundamente a crosta do planeta, indo 15 vezes mais longe do que qualquer outra missão.

Além disso, os outros objetivos científicos da Nasa são determinar a espessura e estrutura da crosta; determinar a estrutura e composição do manto; determinar o tamanho, composição e estado físico do núcleo; determinar o estado térmico do interior de Marte; medir a taxa e a distribuição das atividades sísmicas e medir a taxa de impacto dos meteoritos na superfície.

Como é a sonda?

Tem 1,76 metro de altura, 2,64 metros de diâmetro e 3,40 metros de envergadura. Possui um braço robótico para pegar instrumentos, uma câmera no braço robótico e uma câmera na parte da frente, que devem fazer imagens coloridas de 1024 x 1024 pixels.

Depois de sair da Terra, a viagem até o planeta vizinho vai durar cerca de seis meses. A chegada está prevista para 26 de novembro deste ano – serão percorridos 485 milhões de quilômetros. As pesquisas da agência espacial deverão ocorrer até o dia 24 de novembro de 2020.

Outra coisa que os cientistas querem observar é a formação dos vulcões no planeta vermelho. Marte tem um planalto de 4 mil quilômetros de diâmetro, o Tharsis, com alguns dos maiores vulcões do sistema solar. Assim como em muitos planetas rochosos, o calor escapa da parte central e impulsiona a formação dessas estruturas geográficas.

Para conseguir avanços com a InSight, a agência investiu US$ 813,8 milhões (R$ 2,8 bilhões). Desse valor, US$ 163,4 milhões foram investidos apenas no veículo e serviços de lançamento.

Estação espacial

Um porta-voz da Nasa anunciou que a agência espacial já está entrando em contato com empresas parceiras para construir uma nave que será chamada de Lunar Orbital Platform-Gateway. Essa nave se tornará uma estação espacial ao redor da Lua, cuja construção já deve se iniciar em 2019, com previsão de lançamento para o ano de 2022. Espera-se que a estação lunar esteja orbitando plenamente nosso satélite natural por volta de 2025, pronta para iniciar sua missão.

Uma equipe de quatro astronautas deverá viver na Lunar Orbital Platform-Gateway por um período, assim como acontece com os astronautas enviados à Estação Espacial Internacional, que vivem no espaço por alguns meses, até o fim de suas missões. Para o caso da estação lunar, a Nasa prevê que cada equipe de astronautas consiga completar suas missões dentro de um período de 30 dias. Entre as tarefas, estarão coisas como explorar o espaço profundo a partir da Lua, além de, naturalmente, estudar o satélite natural mais de perto.

No início do ano, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um corte de verbas para a Estação Espacial Internacional, que está com os dias contados, devendo permanecer funcional somente até o ano de 2028. Com o corte de recursos, Trump autorizou a agência espacial a olhar a Lua com carinho novamente.

Então, a Nasa revelou planos para voltar a explorar o satélite natural da Terra a partir de dezembro de 2019, contando com a cápsula Orion em sua primeira nova missão, chamada Exploration Mission 1, que não será tripulada. A ideia é testar os limites da Orion, garantindo que tudo esteja funcionando adequadamente para missões tripuladas no futuro próximo.

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