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Mundo A Noruega mantém a suspensão ao uso da vacina da AstraZeneca

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O governo americano ainda não sabe se cancela os pedidos ou doa para países mais necessitados. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

A Noruega seguiu nesta sexta-feira (26) a decisão anunciada no dia anterior pela vizinha Dinamarca e manterá por mais três semanas a suspensão ao uso da vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca.

O Instituto Norueguês de Saúde Pública disse nesta sexta que precisa conduzir mais estudos sobre uma possível ligação entre a vacina, desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford, e a formação de coágulos raros em algumas pessoas que receberam as doses.

Ao menos três pessoas morreram na Noruega após apresentarem, além dos coágulos raros, hemorragia e um baixo nível de plaquetas. Um estudo do Hospital Universitário de Oslo indicou que a vacina provocou uma resposta imunológica severa em três profissionais de saúde que foram internados no local. Como a revisão dos casos continua, a suspensão será mantida até pelo menos 15 de abril.

“É uma decisão difícil, mas correta, estender a pausa para a vacina da AstraZeneca. Acreditamos que seja necessário realizar mais investigações sobre os incidentes atuais, para que possamos dar o melhor conselho possível para a população da Noruega”, disse Geir Bukholm, diretor de Doenças Infecciosas do Instituto Norueguês de Saúde Pública.

Diferentemente de outros países europeus, que voltaram a aplicar a vacina da AstraZeneca após uma revisão da Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) ter concluído que os benefícios de utilizá-la superavam os riscos, os países escandinavos decidiram manter a suspensão e continuar investigando os casos.

A Dinamarca decidiu na última quinta-feira prorrogar, também por três semanas, a suspensão do uso da vacina da AstraZeneca. Já Suécia e Finlândia optaram por liberar a aplicação em pessoas com mais de 65 anos, enquanto seguem revisando potenciais efeitos colaterais em pessoas mais novas.

Dados de eficácia

A farmacêutica AstraZeneca atualizou, na noite de quarta-feira (24), os dados de eficácia da vacina que desenvolveu em parceria com a Universidade de Oxford contra a Covid-19. A empresa afirmou que a vacina tem eficácia de 76% contra casos sintomáticos da doença; em idosos com 65 anos ou mais, o novo índice é de 85%.

A farmacêutica ainda aguarda a avaliação de 14 possíveis casos de Covid, o que pode fazer com que a eficácia ainda sofra uma ligeira mudança. A vacina foi bem tolerada em questões de segurança.

A eficácia contra casos graves e aqueles que precisam de hospitalização continuou sendo de 100%, conforme havia sido divulgado na segunda-feira (22). Naquela data, a AstraZeneca havia anunciado 79% de eficácia, com 80% entre idosos a partir dos 65 anos. As informações são do jornal Valor Econômico e da agência de notícias AFP.

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