Quarta-feira, 23 de Setembro de 2020

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Brasil A oposição acusa Bolsonaro de obstrução de Justiça e entrará com representações no Supremo e na Procuradoria-Geral da República

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Presidente declarou, sobre o caso Marielle, que pegou áudios da portaria de condomínio 'antes que fossem adulterados'. (Foto: Carolina Antunes/PR)

Partidos de oposição ao governo federal vão dar entrada em representações contra o presidente Jair Bolsonaro no STF (Supremo Tribunal Federal) e na PGR (Procuradoria-Geral da República) por obstrução de Justiça.

Os líderes da oposição na Câmara, Alessandro Molon (PSB-RJ), e no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmam que Bolsonaro “confessou ter se apropriado de provas” relacionadas ao caso Marielle. Os deputados entrarão com uma representação na PGR.

No sábado (2), Bolsonaro afirmou, em Brasília, que pegou os áudios das ligações realizadas entre a portaria e as casas do condomínio Vivendas da Barra antes que, segundo ele, as gravações fossem adulteradas. O presidente não especificou a data em que retirou os arquivos.

“Não cabe ao presidente da República determinar a apreensão de provas. Esperamos que se determine o quanto antes a devolução do material apreendido pelo presidente da República e que o mesmo responda perante a Justiça pelo ilícito que confessou ter praticado”, afirmaram os deputados em nota.

Já o PSOL, partido do qual fazia parte a vereadora Marielle Franco, anunciou que vai protocolar notícia-crime contra Bolsonaro no STF por obstrução de justiça e prevaricação.

“Bolsonaro já deve estar sabendo que o confronto de provas pode produzir mais turbulências envolvendo seu nome. Um potencial investigado não pode mexer em possíveis provas”, declarou, via assessoria de imprensa, o deputado Ivan Valente (PSOL-SP).

Além de acusar o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), de “manipular” as investigações do caso Marielle para incluir seu nome, Bolsonaro afirmou ter obtido as gravações que comprovariam que os suspeitos pelo assassinato da vereadora não visitaram sua residência no Vivendas da Barra.

“Eu estava em Brasília, está comprovado. Várias passagens minhas pelo painel eletrônico da Câmara, com registro de presença, na quarta-feira. E tem outra coisa: nós pegamos (os áudios) antes que fosse adulterado, pegamos lá toda a memória da secretária eletrônica. A voz não é minha, não é o ‘seu Jair'”, afirmou.

A declaração foi uma referência ao depoimento do porteiro do condomínio, que disse ter ligado para a casa de Bolsonaro para autorizar a entrada de Élcio de Queiroz, um dos suspeitos do assassinato de Marielle. O Ministério Público do Rio informou, na sexta (1º), que os áudios contradizem o relato do porteiro.

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