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Mundo A oposição russa vai às ruas de Moscou em protesto contra a repressão política

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Manifestantes reunidos em Moscou. (Foto: Reprodução)

Centenas de manifestantes saíram às ruas em Moscou para protestar contra a “repressão política” na Rússia, em uma nova ação da oposição, uma semana antes das controversas eleições locais.

Desde julho foram organizadas manifestações quase todos os fins de semana em Moscou para protestar contra a exclusão de quase 60 candidatos da oposição da eleição para o Parlamento da capital, prevista para 8 de setembro, oficialmente por questões burocráticas.

Várias ações recentes, não autorizadas, terminaram com a repressão por parte da polícia.

A passeata de sábado foi convocada pelo principal opositor do Kremlin, Alexei Navalny, que deixou a prisão recentemente, mas que não compareceu ao evento. A mobilização transcorreu sem incidentes.

A polícia calculou a presença de 750 pessoas, que exibiram cartazes exigindo a libertação dos “presos políticos”.

O movimento de protesto, o mais importante desde o retorno de Vladimir Putin ao Kremlin em 2012, resultou até o momento em quase 2.700 detenções e na abertura de vários processos por “distúrbios” e “violência contra as forças de segurança”.

Vários líderes da oposição cumpriram penas curtas de prisão por suas convocações de protestos. Este é o caso de Ilia Yashin, detido na quarta-feira pela quinta vez.

A organização de Navalny, o Fundo para a Luta contra a Corrupção, é por sua vez objeto de uma investigação por “lavagem de dinheiro”.

Tendências imperialistas

O presidente polonês Andrzej Duda fez um alerta neste domingo (01) contra “o retorno das tendências imperialistas na Europa”, citando as operações militares russas na Geórgia em 2008 e na Ucrânia em 2014, em um discurso durante a cerimônia que recorda os 80 anos do início da Segunda Guerra Mundial.

Sem mencionar a palavra Rússia, Duda fez um apelo aos líderes políticos presentes na cerimônia, entre eles o vice-presidente americano Mike Pence e a chanceler alemã Angela Merkel, para que impeçam a repetição da tragédia.

Os bombardeios ocorridos na Polônia inauguraram o cenário de atrocidades da Segunda Guerra Mundial. Em uma cerimônia na localidade de Wielun (centro), o presidente alemão, Frank Walter Steinmeier, pediu perdão às vítimas do nazismo. Seis milhões de poloneses, a metade judeus, morreram no país durante a Segunda Guerra.

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