Terça-feira, 04 de Agosto de 2020

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Capa – Caderno 1 A organização do Mundial e as seleções já temem a fadiga de craques na competição

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Próximo Mundial vai ser bastante diferente, promete a organização. (Foto: Reprodução)

A fadiga por parte dos craques que participam do Mundial já é temida pela organização da competição e pelas seleções. Um esquema para permitir que craques cheguem ao Mundial mais descansados precisa ser avaliado. Quem defende isso é Marco Van Basten, ex-jogador da Holanda e atual diretor técnico na entidade máxima do futebol.

Uma vez mais, o Mundial revela em campo craques exaustos, que penam para desenvolver ao final da temporada seu melhor futebol. “Agora, não há o que fazer. Essa é a realidade. Mas precisamos falar sobre isso no futuro para que o tema seja abordado”, indicou.

Uma das opções seria a criação de um período de preparação mais adequado aos jogadores, já que muitos dos torneios europeus terminam às vésperas da apresentação dos atletas às suas seleções nacionais. Depois da péssima qualidade do futebol apresentado no Mundial realizado em 2002, a organização decidiu ampliar o número de dias obrigatórios de descanso entre o fim dos torneios europeus, em maio, e o início da preparação das seleções.

Mas, em 2022, o calendário será radicalmente diferente. O Mundial que será realizado no Catar ocorrerá em novembro, no meio da temporada europeia e no término dos torneios na América do Sul. Segundo Van Basten, portanto, o impacto pode ser “bastante diferente”, com jogadores que atuam na Europa no auge ainda de sua forma durante a temporada. “Nesse caso, quem pode sofrer são os jogadores em fim de temporada na América do Sul.”

No caso das partidas da Bélgica e Inglaterra, ambas classificadas para as oitavas de final, a opção por poupar jogadores foi uma realidade para o confronto. Os dois times contavam com seis pontos e têm os artilheiros da competição. O mesmo ocorreu com França e Dinamarca.

Familiares como “trunfo”

Um esquema especial foi montado pela Seleção Brasileira para que os jogadores tenham contato com seus familiares e amigos durante a disputa do Mundial. Desde antes de seu início, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) considerou a seguinte situação: caso chegue até a tão sonhada decisão, o elenco canarinho terá permanecido concentrado por 58 dias. Justamente por isso, a comissão técnica acredita ser fundamental algum tempo para que todos possam dar uma pausa na rotina intensa de trabalhos. E é o que tem sido visto após treinos e entre as partidas: jogadores com seus filhos e familiares.

Embora não permaneçam no mesmo hotel da Seleção Brasileira, familiares e amigos dos atletas estão sempre em instalações próximas.

“Família é tudo para a gente, é quem está do nosso lado nos momentos bons, mas também nos momentos difíceis, de derrota, de frustração. Tê-los aqui dá uma força maior, também é um problema a menos não ter saudade. Fico três, quatro dias longe da minha família e já fico com saudades. Tê-los aqui perto é muito bom para nos dar uma alegria a mais para estar aqui”, afirmou o goleiro Alisson.

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