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Mundo A Organização Mundial da Saúde demonstrou preocupação com a Europa e a Ásia, onde os casos de coronavírus voltaram a crescer

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Autoridades municipais determinaram restrições apenas em algumas áreas. (Foto: Reprodução)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) demonstrou preocupação nesta segunda-feira (27) com regiões que onde os casos de coronavírus voltaram a crescer, como a Europa e a Ásia.

A líder técnica da OMS, Maria van Kerkhove, explicou que, apesar de vários países já terem passado a primeira onda de transmissão, o ressurgimento dos casos nestes países estão relacionados com o relaxamento das medidas contra o coronavírus em áreas que reabriram indústrias e casas de eventos e bares.

“Em muitos países estamos vendo casos ressurgindo. Estamos vendo isso em áreas em particular”, disse Kerkhove, se referindo às indústrias e lugares com vida noturna. “[Neste lugares], as pessoas ficam juntas, perto uma das outras e em um período prolongado de tempo.”

Ao relaxarem as orientações de distanciamento, cuidados pessoais e deixar de evitar aglomerações, a líder técnica explica que estes países estão criando “uma oportunidade de voltar para a comunidade.”

“Estamos vendo em muitos países [que já passaram a primeira onda da pandemia]: quando o vírus encontra lugares com oportunidade para se transmitir, ele traz efeitos devastadores”, alertou Kerkhove.

A líder técnica da entidade defendeu que não há como viver como vivíamos antes da pandemia e que o “novo normal” inclui distanciamento e usar máscaras.

“Como é o novo normal? O novo normal inclui distância física dos outros, inclui usar máscaras quando é recomendado, inclui sabermos todos os dias se está o vírus está onde vivemos, onde trabalhamos, aonde queremos viajar”, recomendou Kerkhove.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Gebreyesus, voltou a reforçar as medidas contra o coronavírus indicadas desde o início da pandemia, como isolamento e distanciamento social, lavar as mãos com água e sabão e uso de máscara em lugares público.

“Mantenha distância de outras pessoas, limpe as mãos, evite áreas aglomeradas e lugares fechados e use uma máscara quando recomendado. Onde essas medidas são seguidas, os casos diminuem. Onde não são, os casos aumentam”, orientou Tedros.

Por parte das autoridades sanitárias e governos, Tedros reforçou que é preciso “encontrar, isolar, testar e cuidar de todos os casos, e rastrear e colocar em quarentena seus contatos.”

Ressurgimento dos casos

Na Espanha, um mês após o país encerrar o estado de emergência, cidades como Barcelona, Zaragoza e a Madri registraram aumento de novas infecções, o que levou o governo a avisar que uma segunda onda pode ser iminente. O governo da Catalunha anunciou que bares noturnos e discotecas da região terão que fechar por duas semanas.

Alemanha e França também estão enfrentando aumento de novos casos da Covid-19 nos últimos dias, segundo a BBC.

Na Ásia, vários estão enfrentando uma segunda onda de infecções do novo coronavírus e voltando a se fechar para tentar conter a doença, segundo a Reuters. Hong Kong voltou a impor restrições e o Vietnã isolou a cidade de Danang esta semana.

Em junho, após conseguir controlar casos em alguns estados, os Estados Unidos também viram um aumento repentino de novas transmissões e tiveram que retroceder nas medidas de abertura.

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