Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 8 de fevereiro de 2020
A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou uma análise feita em 17 mil casos de coronavírus na China e concluiu que 82% deles podem ser classificados como leves. Outros 15% são onsiderados severos e 3% são críticos.
Em entrevista coletiva em Genebra, na Suíça, representantes da entidade disseram ainda que a demanda por suprimentos médicos, como máscaras e luvas, está até 100 vezes maior que o normal, enquanto os preços estão até 20 vezes mais caros.
“A OMS estima que os médicos na linha de frente da resposta ao vírus vão precisar aproximadamente de 7% a 10% da capacidade do mercado”, explicou o diretor-geral da Organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
Mulher presa
Uma mulher foi presa em flagrante em Copacabana, no Rio de Janeiro, após dizer que havia voltado recentemente da China e que teria todos os sintomas do novo coronavírus —responsável pela epidemia que já matou mais de 800 pessoas.
De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, a mulher esperava por atendimento em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) quando procurou funcionários do local e disse que havia voltado há poucos dias de Hong Kong, onde teria trabalhado como babá.
“A paciente foi de rapidamente isolada e submetida a uma série de exames e questionamentos, tendo insistido durante horas em uma narrativa fantasiosa sobre sua viagem como babá de uma família àquela localidade”, diz nota da Polícia Civil.
As autoridades sanitárias foram informadas do caso e acionaram o Ministério da Saúde para possível caso de infecção. Familiares da mulher foram acionados e alegaram que ela jamais havia viajado para fora do país e sequer tinha passaporte. As informações foram confirmadas pelo Departamento de Polícia Federal.
Ao ser questionada pelos policiais, a mulher admitiu ter mentido para furar a fila de atendimento da unidade de saúde. Ela responderá por crime de falsidade ideológica e pela contravenção de provocar alarme anunciando desastre ou perigo inexistente, praticando ato capaz de produzir pânico ou tumulto. O caso foi registrado na 12ª DP de Copacabana.
Até o momento, não há casos de infecção pelo novo coronavírus no Brasil. A maior parte dos casos investigados já foi descartada pelo Ministério da Saúde. No quinta-feira (6), o presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei de quarentena para casos suspeitos do vírus. A medida foi votada em tempo recorde pelo Congresso após Bolsonaro voltar atrás e aprovar missão de evacuação de brasileiros que viviam em Wuhan, cidade chinesa que é o epicentro da epidemia.
Chegou a 812 o número de mortes pelo coronavírus na China, incluindo uma em Hong Kong, informou o governo chinês neste sábado (8). Mais 2.656 novos casos foram registrados no país, elevando o número total para 37.251. Em toda a China, outras 28.942 suspeitas são investigadas.
Mais 81 pessoas morreram por coronavírus na província chinesa de Hubei, região mais afetada pela epidemia, elevando o número de vítimas fatais para 780. Hubei registrou 2.147 novos casos de pneumonia causada pelo vírus, 1.379 deles na cidade de Wuhan, totalizando 27.100 na província.
Na região, 20.993 pessoas continuam sendo tratadas em hospital, sendo 4.093 casos graves e 1.154 críticos. Segundo o governo chinês, todos esses pacientes estão isolados. Há ainda 23.638 casos suspeitos.
Neste sábado também foi registrada a primeira morte de uma pessoa não chinesa por coronavírus. A vítima é uma idosa norte-americana, de 60 anos, que estava internada em Wuhan. No Japão, o número de pessoas infectadas com o novo coronavírus no cruzeiro “Diamond Princess”, em quarentena, subiu para 64, informou o ministro da Saúde do Japão. A quarentena pode se estender até o dia 19 de fevereiro.
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